Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #2

A corrida vista sob a ótica de um projeto.

Será que as diferentes situações: (a) Correr um percurso de corrida previamente definido e (b) Conduzir um projeto através de seu cronograma, guardam alguma relação entre si ? Penso que sim e desse modo estou encarando a possibilidade de completar a Corrida Internacional de São Silvestre no final deste ano.

Pense no caminho crítico de um projeto, a maior seqüência de atividades interconectadas por uma lógica específica de precedências definida no cronograma. Pense agora no percurso de uma corrida subdividido em trechos de complexidades diferentes – trechos que, obviamente, também estão conectados por uma lógica de precedência específica (um trecho depois do outro), a menos que se queira correr um determinado trecho sem ter corrido o trecho imediatamente anterior, o que, obviamente, não é válido numa corrida.

Pois bem, as duas situações permitem a visualização de um marco bem definido (a entrega do produto principal de um projeto OU a travessia da linha de chegada de uma corrida) através da subdivisão do trabalho para produzi-lo em atividades menores, interconectadas por lógicas de precedências específicas. No caso dos projetos, essa lógica tende a ser mais complexa do que no caso de uma ‘simples’ corrida, na qual cada trecho, visto sob a ótica de uma atividade de trabalho, antecede o trecho subseqüente, e assim por diante.

Pense agora num projeto do tipo ‘linear’, no qual o trabalho vai progredindo de forma seqüencial no espaço e no tempo, tal e qual nos projetos de estradas ou de tubulações (obras ‘trecheiras’). As diferentes equipes, cada uma ao seu tempo, evoluem para um trecho específico da obra a fim de realizar o seu trabalho específico e continuam a progredir, se deslocando para o trecho imediatamente seguinte, cada vez que dão o seu trabalho por encerrado naquele trecho. Assim, a obra inteira evolui seqüencialmente ao longo do percurso dos diferentes trechos.

Pode parecer simplório, mas a evolução de um corredor pelos trechos do percurso de sua prova é uma ilustração direta dessa lógica de ‘projetos lineares’. Caso possamos simular e testar alguns conceitos no ambiente controlado da corrida de rua, penso que podemos inferir alguns aprendizados ao ambiente dos projetos ‘trecheiros’ também. Faz sentido? Faria sentido conseguir terminar obras de infraestrutura no prazo, ou antes dele?

Enfim, imbuído dessa premissa, tomei o mapa do percurso da corrida Internacional de São Silvestre de 2010 e tentei definir os trechos específicos que poderiam servir de base para a construção de um cronograma de realização da prova. A Figura 1 abaixo é o mapa da prova, informado no site oficial da corrida (http://www.yescom.com.br/saosilvestre/2010/portugues/).

FIGURA 1: Mapa do percurso da prova

Perceba que o mapa da prova já define uma forma intuitiva de subdivisão do percurso em trechos menores, na medida em que estabelece marcações claras para cada um dos 15 Kms do percurso. Entretanto, a minha premissa é a de que os trechos seriam melhor adequados ao corredor caso fossem definidos por nível de complexidade e não por distâncias equivalentes. As Tabelas 1 e 2 abaixo apresentam a subdivisão de trechos por distância e por nível de complexidade.

TABELA 1: Divisão por trechos equidistantes

TABELA 2: Divisão por trechos de complexidade semelhantes

Baseado na Tabela 2 de ‘trechos por complexidade’, farei as estimativas de duração de cada trecho da corrida levando em consideração meu tempo médio de corrida em treinos. Aguarde.

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos

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One Response to Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #2

  1. Adão A. Cézar disse:

    Prof. Alonso, bom dia!
    Sou aluno de pós-graduação em Gerenciamento de Projetos e estou na fase de elaboração do meu TCC, minha proposta de trabalho é usar a CCPM no Gerenciamento de Riscos (que é uma area que estou ficando “apaixonado”). Vejo que a CCPM pode agregar valor no Gerenciamento de Riscos e inclusive creio que ela seria um complemento interessante no guia PMBOK tanto nessa área como nas de Gerenciamento de Custos e Gerenciamento de Tempo, o que o Sr. pensa sobre essa proposta?

    At.

    Adão A. Cézar

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