CARTAS À NATÁLIA

Natália é uma estudante do último ano de Administração da UNIFEI em Itajubá-MG que está às voltas com as preocupações da batalha pelo primeiro emprego. Li o seu texto “COISAS DE GENTE GRANDE” (https://www.linkedin.com/pulse/coisa-de-gente-grande-natalia-pereira-nunes/?published=t ) e convidei alguns amigos para lhe escrever pequenas cartas que fossem, além de tudo, extensíveis à todos os jovens que se encontram na mesma situação – dicas, comentários e conselhos em resposta às suas preocupações e ansiedades. Alavancado na notoriedade de meus amigos, dedico esse texto aos jovens e à infinita esperança no nosso país.

À NATÁLIA

DE: ANTONIO CESAR AMARU MAXIMIANO – PhD em Administração e Professor da USP

Prezada Natália,

Nem sempre o que um recrutador procura é o que vai ser importante na carreira e na vida. Habilidades sociais, entre elas a habilidade política e a inteligência emocional, são tão importantes quanto as habilidades técnicas. Nas faculdades, só se estudam as habilidades técnicas. Na verdade, apenas a convivência e a experiência ensinam as habilidades sociais, já que não há como “dar aulas” sobre elas…

Nem sempre o que os recrutadores dizem que é importante será de fato importante dentro da empresa. Muitas vezes eles falam em criatividade, capacidade de questionamento, arrojo e, uma vez lá dentro, a conformidade será privilegiada. Entrando, procure conhecer a cultura.

Preserve suas âncoras de carreira: talentos, interesses, competências, atitudes. Procurar se amoldar ao que o mercado quer viola esses atributos seus. Faça o contrário: procure o lugar onde você se encaixa melhor.

À NATÁLIA

DE: MÁRIO DONADIO – Sociólogo, Professor na Fundação Dom Cabral e na Pós Graduação do Mackenzie. Diretor da Uniconsultores

Cara Natália,

Um dia chegará em que você estará empregada. Parabéns! Será preciso então se manter no emprego. Só há duas regras: produzir resultados, entregar com qualidade, dentro do prazo, além do que é esperado e, integrar-se à cultura da empresa.

Enquanto você estiver “entregando” e tiver comportamentos adequados à cultura, estará empregada. Caminhar na carreira é desenvolver sua empregabilidade. Por que esperar que alguém lhe indique portas se você mesma pode encontrá-las; melhor do que isso, criá-las e você mesma abri-las?

Aja como se estivesse em busca de outro emprego. Não seja fiel à sua empresa, seja fiel à sua empregabilidade. Enriqueça seu currículo, faça cursos, desenvolva seu inglês, participe de congressos, se exponha no mercado, faça trabalhos voluntários dentro de sua área de conhecimento, escreva artigos, publique, divulgue… Considere cada emprego como o aprendizado para ter um emprego melhor, que lhe proporcione mais oportunidades de crescimento, melhor salário, melhor qualidade de vida.

À NATÁLIA

DE: GUY CLIQUET DO AMARAL FILHO – PhD em Comportamento Organizacional (Tulane University), Mestre em Mecatrônica (POLI-USP) e Coordenador Executivo da Pós Graduação Lato Sensu do INSPER

 À Natália (e a todos aqueles que estão juntos com ela)!

Duas ideias que podem ajudá-la a iniciar esta nova fase da vida:

A preocupação em acertar a escolha pela carreira profissional é sempre grande, durante toda a vida. Pensamos que acertar de primeira seja sucesso, aceitação social. No entanto, não se aborreça: qualquer opção que tome em sua carreira, sempre poderá mudá-la e nunca será tarde para fazê-lo. Pois o mundo e você mudam, sempre; e o futuro é grande suficiente para receber seus movimentos com braços abertos! A vida lhe aceitará melhor se for flexível e perspicaz o suficiente para acompanhar a evolução humana.

Qual a área melhor para você atuar? Marketing, Vendas, Pessoas, Finanças? Como vai se sentir em cada uma destas? Vale a pena consultar-se sobre como você se percebe em atuar em cada uma delas; acredita que sua habilidade verbal possa ser importante para Vendas? Ou que seu domínio em matemática seja decisivo para uma atuação no mercado financeiro? É importante que se imagine nestas situações para tomar sua decisão. Mas não se iluda; tomará gosto realmente pela sua escolha apenas após atuar por alguns anos, aprendendo as habilidades envolvidas e alcançando resultados com seu esforço. Sim, só terá satisfação quando alguns anos se passarem e perceber quanto aprendeu, podendo só agora realizar. Vai lembrar de alguns erros, e muitos acertos. E, por isto mesmo, sabendo do valor que foi atingir tal estágio, terá mais alegria depois destes anos de experiência do que quando iniciou. Poderá então dizer, de boca cheia: “Sou uma hábil negociadora!” ou “Sou uma maravilhosa gerente financeira”.

Por último, meu voto: tudo dará certo para você, pois mesmo naturalmente incerta quanto ao princípio, confia em sua determinação, inteligência e visão! Sucesso à você, Natália!

À NATÁLIA

DE: ALONSO MAZINI SOLER – Doutor em Engenharia de Produção (POLI-USP), Professor da Pós Graduação INSPER e Sócio da Schédio Engenharia Consultiva

Enfim Natália … segue agora uma palavra adicional na tentativa de tornar mais leve o fardo de suas ansiedades de “adulta”. Permita-me mudar o foco e questionar seus valores e suas expectativas. Será mesmo que são necessários um emprego e uma carreira para conseguir realizar seus sonhos? Será mesmo que comprar um apartamento e um carro representam os seus verdadeiros sonhos?

A mim, faria mais sentido você estar se perguntando: O que eu poderia estar fazendo produtivamente (como meio para a geração de renda) que me desperta paixão, que inquieta a minha mente, que me faz sorrir e acelera os batimentos do meu coração?  Será que o apartamento, o carro e a acumulação de alguns bens ilustram adequadamente o resultado do que eu espero do tempo de vida que eu dedico ao trabalho? Será que eu preciso mesmo de um emprego e uma carreira estáveis e progressivos para eu ser feliz?

Estou te sugerindo que inclua nas suas opções de concepção de futuro outras visões, mais atuais, como a de empreender, por exemplo. Criar o seu próprio trampo, ser seu próprio patrão (será que você vai aguentar?), mergulhar fundo numa jornada que te faz sentido pessoal e que valorize o seu tempo e energia vital, dar-se a chance de errar e acertar quantas vezes for necessário, compor a sua renda de subsistência e construir a sua vida a partir daquilo que te apaixona. Pode ser que isso não te leve a comprar o apartamento e o carro aos 28 anos, mas certamente lhe trará outros benefícios mais preciosos, basta trocar a lente dos óculos com que você enxerga a vida. Mude o foco e surpreenda-se. Tudo vai dar certo!

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31 Responses to CARTAS À NATÁLIA

  1. farhadak disse:

    Querida Natalia,
    Permita-me te dar alguns conselhos na mesma linha que meu amigo e colega Alonso Soler e alinhado com o que meu guru Antonio Cesar Amaru Maximiano escreveu.
    Em vez de pensar no mercado e seus concorrentes na busca da vagas nesse mercado, que tal rever seus valores e propósitos? Te sugiro fazer um exercício de auto-avaliação: quem é Natália e o que lhe faz feliz?
    Nesse sentido o conceito japonês ikigai ( http://www.beefpoint.com.br/ikigai-conheca-o-conceito-japones-para-uma-vida-longa-feliz-e-significativa/) pode te ajudar!

    O que você ama?
    No que você é bom?
    Em que o mundo precisa de você?
    Pelo que você pode se pago?

    Encontrar respostas e um equilíbrio entre essas quatro áreas pode ser uma rota para o ikigai para vicê que procuram uma rápida interpretação desta filosofia. Mas no Japão, ikigai é um processo mais lento e muitas vezes não tem nada a ver com trabalho ou renda.

    Os meus 60 anos e 35 de experiência profissional me ensinaram que melhor negócio é busca constante da felicidade, carro e apartamento serão as consequências (ou não? Em breve ninguém mais compra carros).

  2. Mary Spiagori disse:

    DE: MARY SPIAGORI – PMP, COBIT, ITIL, MBA em Gestão de Projetos, atualmente Gerente de Tecnologia, Professora Convidada de pós graduação, branch leader do PMI PR e idealizadora da startup AquiLeilão.

    O que tenho a sugerir para você Natália e pessoas que estão no mesmo barco é que sempre achamos que o outro é melhor, que tiveram melhores oportunidades, mas somos nós que escrevemos nosso próprio destino. Portanto, independentemente de qual área escolher para seguir a minha dica é experimentação, há momentos que não podemos escolher, e sim temos que nos deixar ser escolhidos.

    Quando aceitamos algo que não é muito bem o que estavámos procurando, temos que ter a percepção que essa experiência pode servir de trampolim para oportunidades futuras.

    Não estou falando que esse é o caso da Natália, mas tenho conversado com alguns jovens e percebo que muitas vezes eles são desafiados, contudo por muitas vezes não é que eles desistem no meio do caminho, eles se quer aceitam o desafio, porque é um desafio que lhes tiram da zona de conforto, que não deixa tempo livre para fazer aquilo que gostam, fora do ambiente de trabalho, porque precisam abrir mão de alguma coisa.

    Outro ponto que sabemos é que somente uma boa formação acadêmica não lhes garantem uma oportunidade, então sempre busquem se capacitar, eu sei que não é fácil, mas é a única formar de seu currículo se destacar neste mar de currículos como a própria Natália citou.

    Algo que considero muito relevante para quem ainda não teve uma oportunidade de fazer estágio ou primeiro emprego é fazer um trabalho voluntário. Como branch leader do Oeste do Paraná pelo PMI, posso afirmar que temos em nosso time um grupo de formandos ou recém formados que estão desenvolvendo suas habilidades de comunicação, técnicas de gestão de projetos, marketing, negociação, liderança através do voluntariado. Alguém pode perguntar, mas o que eu ganho com um trabalho voluntário? Experiências das mais diversas, construção de uma rede de contatos profissional, ganho de novas habilidades e conhecimento, reconhecimento perante a comunidade e se desenvolver como líder.

    Então corram atrás e estejam engajados com seu próprio futuro.
    As vezes não precisamos de uma porta aberta, só precisamos de uma janelinha para saltar para dentro e começar a brilhar.

  3. Olá Natalia,

    Parabéns pelo texto, e pelas pertinentes reflexões! Em especial, gostaria de enfocar dois aspectos de sua reflexão.

    Em primeiro lugar, planejar não significa que faremos tudo exatamente como planejamos. Um bom planejamento deve contemplar, inclusive, mecanismos de ajustes para, quando as coisas não acontecem exatamente como pensamos, sabermos o caminho que devemos trilhar até chegar ao objetivo desejado. Deste modo, concluir o curso um pouco depois não deve ser a maior preocupação, hajavista que você sabe onde quer chegar, embora este onde não esteja tão claro quanto você imaginava anteriormente. Mas isso são coisas dos novos tempos, que mudam os cenários e perspectivas.

    O segundo ponto é quando você se refere à “dificuldade em conseguir ser “a pessoa” que o recrutador está buscando”. Permita-me discordar um pouco de você, pois sinto que o mais importante é sabemos o que queremos ser e como alcançar isto. Mais importante do que pretender ser o que o recrutador está buscando, penso que definir onde você quer chegar é, verdadeiramente, o desafio. Saber o que você quer ser, ou se tornar, penso ser o mais importante. Tendo isso definido, aí vem a tarefa de buscar empresas e organizações que estejam procurando o perfil de profissional que você é. Ou será.

    Assim, se você tiver clareza deste segundo ponto, não se frustre. É uma questão de tempo. Concentre-se nisso, como fizeram Steve Jobs, Roberto Carlos, Jorge Paulo Lemann, Neymar Júnior, Osires Silva, e outros menos conhecidos, mas dedicados a alcançarem o que pretenderam. Talvez seja necessário pegar um atalho, parar pagar as contas, e aí poderão ser úteis as técnicas de como participar em entrevistas. Mas que sejam apenas atalhos temporários.

    Kleber C. Nóbrega, um profissional que se sente feliz e realizado, e que já passou – e passa, por reflexões como a sua. Por acaso, mas com muito sentimento de ter acertado, fiz Engenharia Mecânica (UFPB), e me encontrei verdadeiramente no Mestrado (UFSC) e Doutorado em Eng. de Produção (POLI-USP). Hoje, atuo como Consultor em Gestão e como professor do PPGA (Mestrado e Doutorado) em Administração, na UnP, vivendo na maravilhosa e ensolarada Natal, RN.

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Kleber!
      Obrigada por dedicar um tempo para dividir comigo não apenas sua experiência, mas como também suas reflexões. Tenho convencido a mim mesma que deixar o controle um pouquinho de lado é algo positivo, pois na verdade, já vi que podemos ganhar experiências incríveis ao assim agir.
      Com relação ao segundo ponto, amei seu conselho! Mesmo na faculdade já vi certa pressão em tentar fazer dos alunos candidatos perfeitos e que correspondam ao “padrão atualmente desejado” pelas empresas, e posso dizer que é algo complicado, pois não há como atingir esses modelos.
      Minha intenção ao escrever esse texto era justamente externar as minhas ansiedades e as dos meus amigos e colegas, portanto, ao receber todos os retornos sinto-me maravilhada!
      Obrigada por dividir comigo conselhos e ansiedades!
      Abraço!

  4. Sergio Mota disse:

    DE: SERGIO MOTA, Engenheiro, Mestre em Gestão Urbana e Políticas Públicas, Professor de pós-graduação, sócio diretor da GoodWay Consulting.
    Olá Natália,
    Fico feliz que esteja concluindo mais esta etapa em sua vida. Momentos de mudanças são bons (mesmo que num primeiro momento a ansiedade tome conta e se sobreponha a qualquer percepção positiva rs). Li as dicas e sugestões dos colegas, e vou tentar não ser repetitivo.
    Serei bem pragmático, e vou deixar você com mais perguntas do que respostas. O que você GOSTA de fazer? É muito importante que aquilo que você vá fazer daqui para frente esteja alinhado com seus objetivos, que te traga sensações boas. O trabalho por si só muitas vezes não nos traz prazer, mas os frutos que colhemos por meio do trabalho sim. Então, busque la no fundo e tenha bem claro para você o que você gostaria de fazer.
    Que SIGNIFICADO isso tem para você? E novamente, sendo bem direto, é importante que isso tenha significado para VOCÊ. Ninguém além de você sentirá suas dores, dúvidas, angústias, e ninguém sonhará seus sonhos como você. Então, é importante que tenhas claro o significado que o seu trabalho tem para você. E a isso não cabe julgamento a mais ninguém.
    Se desapegue das desculpas. Abandone todas as desculpas. Faça o que tiver que fazer, afinal ninguém fará por você. Sucesso só vem com horas, meses, anos, batendo muito forte sobre suas capacidades. E só você pode fazer isso, mais ninguém!
    Tenha consciência de que você terá que fazer escolhas e abrir mão de algumas coisas. Saiba que sempre temos mais coisas que gostaríamos de fazer do que tempo hábil para faze-las. Saiba quais são as coisas que você gostaria de fazer. E desta lista, monte uma “pilha” de coisas que são mais importantes neste momento. Não quer dizer que você vai abandonar outros sonhos, apenas quer dizer que você saberá quais são as coisas mais importantes para você neste momento. E isso precisa ser consciente, sem dor. Ninguém pode opinar sobre o porquê você está deixando de fazer uma coisa para fazer outra. Esta escolha é sua, então tenha serenidade para lidar com isso. As coisas começarão a acontecer e com o tempo.
    A caminhada está apenas começando, e o importante não é chegar ao fim. Aprenda a curtir cada passo da do seu caminho. Você passará a sua vida toda trilhando este caminho. O final é curto. Pense nisso!
    Grande abraço, felicidades nesta nova fazer!

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Sergio!
      Suas ponderações foram extremamente pertinentes e foi impossível não sentir a necessidade de refletir sobre elas. A ansiedade é algo complicado, eu concordo, nos faz focar em um “problema” e nele ficar por um bom tempo. Mas o que ficou ainda mais claro para mim, principalmente, depois de receber estas respostas incríveis ao meu texto, é que ter perguntas é ótimo! Porque, afinal, sem elas eu não teria tido meus questionamentos (inspirados também em conversas com amigos e colegas), não teria escrito meu texto, mostrado para o Alonso e recebido, por fim, todas essas respostas e conselhos que apenas estão me engrandecendo!
      Suas ponderações me fizeram acreditar que não devo temer conhecer melhor a mim mesma e a apostar com toda a força no que acredito ter valor para mim.
      Obrigada por escrever em resposta ao meu texto, e saiba que aprendi muito com suas palavras!
      Abraço
      Natalia

  5. Diane Andrade disse:

    De: Diane Andrade – Jornalista
    Com carinho, para Natália!
    Natália,
    Eu não a conheço pessoalmente, mas me reconheci em você, há alguns anos. Por esse motivo, quis lhe contar um pouquinho da vida e enviar a minha calma de hoje.
    Você tem razão quando diz que viver é completar etapas. Tenha uma certeza: a melhor fase é a que você está. E as suas escolhas de agora é que proporcionarão as experiências da vida toda. Por isso essas escolhas têm que ser as suas! Em todos os momentos da vida, prefira sempre o que despertar a sua vontade, o que fizer o seu coração acelerar. Tudo que a gente faz com muita vontade fica perfeito, fica melhor.
    Então, conselho 1: Descubra o que você deseja fazer todos os dias! Se convencer, talvez seja mais difícil que convencer os recrutadores. O sucesso procura pessoas que confiam em si mesmas e que conseguem se comunicar com o mundo externo. Confie em você!
    Um segredo: ninguém nunca está “pronto” e isso é normal. Além do conhecimento técnico, a habilidade para trabalhar em equipe e a capacidade de gerenciar as emoções contam bastante. Mas você vai aprender com os seus futuros colegas. Por enquanto, é preciso que você seja tolerante e respeite outros pontos de vista. No mais, nenhum currículo consegue dar conta da subjetividade humana.
    Pela minha leitura, o mundo não vai nada bem. Vivemos uma crise ética, que colocou em xeque as instituições políticas estabelecidas. Mas a esperança de restabelecimento de valores está justamente em você, que é jovem e tem energia para ir além das qualidades que cativam as empresas e que os guias de carreiras indicam.
    Conselho 2: eu sei que precisamos ser práticas, para pagar as contas no fim do mês. Mas não seja só mais uma! Ao invés de buscar um jeito de se encaixar na vaga, junte-se ao movimento que abrirá novas vagas, para profissionais que pensam o futuro com sustentabilidade, que pensam o futuro com igualdade de oportunidades, que estão tentando desenhar uma sociedade mais justa. É totalmente possível, já que a expectativa de retomada do crescimento econômico perpassa pela atividade empreendedora.
    Você também está certa quando diz que o caminho não é fácil. Desconfio que nada na vida seja fácil. Eu desejo sorte, para todos os “sim” que você ainda vai precisar dizer na vida! E por último: Recomece toda vez que não estiver satisfeita. O carro, a casa e todas as outras coisas, que certamente virão, devem servir para fazê-la feliz! E nenhuma conquista tem hora certa para chegar, elas virão com o tempo. No seu tempo! Abraço!

    • Natalia Nunes disse:

      Oi Diane!
      Olha suas palavras me trouxeram uma paz imensa, juro, li com uma alegria e com uma crescente calma. No fim eu estava sorrindo e pensando, com ainda mais força, na certeza de que há inúmeros motivos para ter calma sobre esse “tal” futuro que me espera.
      Obrigada por dividir comigo sua calma e por acreditar tanto na juventude que atualmente me encaixo. Tenho muita esperança de que posso e devo fazer algo para colaborar com essa realidade em que vivemos e, talvez tenha sido por isso também que comecei a questionar ainda mais sobre o futuro, pois inevitavelmente me vi sentindo que talvez não pudesse errar. Entretanto, suas palavras me deram uma razão para confiar ainda mais na força dos valores e crenças que sempre me guiaram.
      Por meio deste texto que escrevi experimentei a satisfação de receber respostas incríveis e de receber comentários de pessoas que estão vivenciando as mesmas ansiedades e, quando penso que mais pessoas podem estar sendo inspiradas por todas essas respostas sinto uma alegria imensa!
      Por isso obrigada por compartilhar comigo todos esses conselhos e tenha certeza que os mesmos me enriqueceram.
      Abraços!
      Natalia

  6. Prezada Natália
    Por indicação do amigo Alonso Soler, tive oportunidade de ler o seu post. E, como outros colegas já citaram acima, é impossível não se identificar! Creio que em todas as etapas da nossa vida chegamos a idealizar como as coisas deverão acontecer, que ao sair da faculdade ofertas irão surgir, e até mesmo poderemos escolher a melhor alternativa para começar a construir, de maneira sólida, uma carreira de sucesso!
    Na verdade, na grande maioria dos casos as situações não acontecem como antecipamos, e perdemos a conta de quantas vezes não nos sentimos verdadeiramente prontos para o próximo desafio… Mas apesar desse fato ser motivo de preocupação nos primeiros momentos, na verdade com o passar do tempo você vai ver que isso é normal. E se você conseguir direcionar esse sentimento para buscar aprender cada vez mais, ao invés de sentir-se incapaz, isso é positivo!
    Você verá, no futuro, que provavelmente passará a valorizar oportunidades que tragam a justamente o que for diferente, o que irá adicionar experiências, vivências e aprendizados, em detrimento a manter-se na zona de conforto. Então, o que posso lhe deixar de conselho, se me permite, é que encare esse primeiro grande desafio profissional de coração aberto! Tudo – absolutamente tudo – se transforma em aprendizado! Até mesmo aquelas experiências que você define que não irá mais querer repetir. E daqui a alguns anos, olhará para trás vendo que, quanto mais tortuosa a estrada, maior o leque de aprendizados e habilidades profissionais que acumulou!
    Boa sorte, e sucesso!
    André Choma

    • Natalia Nunes disse:

      Prezado André,
      Primeiramente, gostaria de dizer que fico feliz que tenha conseguido se identificar com meu texto, pois para mim significa que obtive sucesso ao externar essas preocupações que sabia não serem apenas minha. O tema do meu texto vinha me “incomodando” há algum tempo, e quando enfim decidi escrevê-lo encontrei no Alonso o incentivo necessário para “mandar bala”.
      E o resultado que obtive foi tão surpreendente e enriquecedor… Pois, de repente me vi recebendo conselhos e dicas incríveis que, tenho certeza, irão ajudar muitas outras pessoas que também estão passando por esses momentos de transição.
      Tenha certeza de que aprendi muito com suas palavras e que buscarei exercitar justamente a forma de enxergar as coisas que você apontou. Sua positividade é inspiradora e também um calmante para aqueles que, assim como eu, estão ansiosos em desbravar o mundo.
      Tentarei, assim como você disse, aproveitar em minha vida os aprendizados que as mudanças e os desafios trazem, e espero ser capaz de olhar para trás e me orgulhar de tudo o que tiver acumulado no decorrer de minha jornada.
      Obrigada por ter se dedicado para me escrever e tenha certeza de que suas palavras me trouxeram ainda mais força de vontade!
      Natalia Nunes

  7. Marília Cerqueira disse:

    De: Marília Cerqueira, engenheira civil e empresária no comércio de varejo
    Querida Natália, interessantes suas preocupações e abordagens, coisa rara para a maioria dos jovens atuais, que não demonstram ou não querem demonstrar, muita preocupação com o futuro. Mais preocupados no consumismo exagerado e estarem ligados nas redes sociais. A sua preocupação de não ter atingido suas expectativas de graduação e conquistas do primeiro carro e/ou casa, são louváveis claro, mas sugiro mudança no foco, pois você está mirando a colheita e não a plantação. Pergunte-se, plantei adequadamente? Isso mesmo, trabalhe na sua semente, sua terra, adube-a com muita amor e dedicação, que você colherá os frutos adequados.
    Tudo na vida, trabalho, família, lazer tem que estar em equilíbrio, e o sucesso desse equilíbrio, é fazer bem feito tudo que tiver que fazer.
    Li uma vez uma frase, que adotei como lema pra minha vida, e oro reparto com você: “Viva cada dia de sua vida como se fosse o último, mas trabalhe cada dia, como se sempre fosse o primeiro”.
    No mais, parabéns pela iniciativa e sucesso no seu caminho.
    Fique certa de uma coisa, sempre haverá candidato mais qualificado que você, mas olhe em outra direção e veja, o quanto você é mais qualificada que tantos outros assim, diminua sua ansiedade e dê sempre o seu melhor em tudo.
    Abraços

    • Natalia Nunes disse:

      Querida Marília,
      Concordo com você, é preciso diminuir a ansiedade, e esta é uma coisa que tento trabalhar continuamente. Não posso dizer em nome de todos os jovens, mas posso dizer que conheço muitos que passam pelas mesmas ansiedades e preocupações. Hoje em dia penso muito no tipo de carreira que desejo ter, e confesso que a casa e o carro deixaram de ser primordiais (mesmo que meu “eu” de 10 anos ainda sussurre que estas seriam realizações consideráveis). Penso no quanto desejo uma profissão que me de paixão e que me permita levantar com vontade de ir trabalhar (sei que haverá dias estressantes), mas gostaria de poder ver sentido e valor no meu trabalho.
      Você tem razão ao me lembrar de que não preciso me preocupar com a qualificação do candidato ao meu lado (taí outra oportunidade para trabalhar a tal da ansiedade), pois o trabalho certo está lá fora, desde que eu me esforce para alcançá-lo.
      Levarei a frase que me indicou para a minha vida, e prometo que tentarei viver e trabalhar com intensidade.
      Obrigada por dedicar este tempo para me escrever e por compartilhar comigo suas experiências!
      Darei o meu melhor, sempre!

      Abraços
      Natalia Nunes

  8. Valdir Barreto Andrade Filho disse:

    À Natália,
    De: Valdir Barreto Andrade Filho, Engenheiro Eletrônico e Mestre pela UNICAMP, Professor do IBMEC e sócio da Ágon Consultoria.
    Após o convite do Alonso e a leitura das recomendações dos meus brilhantes colegas pouca coisa restou-me.
    O que dizer a uma jovem (ou a um jovem) que irá mudar definitivamente seu status dentro da sociedade? Que passará de jovem adulto, onde certas inconsequências são toleradas, a profissional de quem se espera soluções e produção capazes de melhorar a infindável esperança do “… país do futuro”?
    O que dizer a uma jovem (ou a um jovem) em 2018, quando a “Oração aos Moços” de Ruy Barbosa, quase centenária, ainda é tão tristemente atual?
    Dada a minha pouca imaginação, Natália, prefiro dizer a você algo que escutei há muito tempo atrás quando também iniciava uma fase muito importante de minha vida: “De que vale o gesto sem o coração?”.
    Nós somos a soma de nossas escolhas. O seu futuro será a soma de suas escolhas. Em cada uma delas guie-se pelo seu coração.
    Um gesto, mesmo que útil, se realizado sem a vontade sincera, sem o guia dos princípios que você tem, se esvaziará.
    Um gesto guiado pelo seu coração terá a força de sua juventude, a convicção de sua vontade e a certeza de que mesmo que seja uma pequena gota em um oceano, você estará agindo com sua consciência e fazendo a diferença.

    • Natalia Nunes disse:

      Prezado Valdir,
      O que dizer de seu comentário… Bom, posso dizer apenas que ele foi de uma sabedoria memorável. Ao pensar em suas palavras me peguei pensando nas memórias (não necessariamente profissionais) que mais destacavam em minha mente, e o que percebi era que todas elas tinham algo por trás: Emoção.
      Você tem razão, as melhores conquistas foram as que fiz com verdadeira convicção e paixão, sentindo meu coração transbordar… Tenho consciência (e sei que não sou a única) de que são muitos os desafios para o futuro, mas sinto que há grandes chances de tudo dar certo. Pois, depois de receber tantas respostas marcantes e ricas sou incapaz de duvidar que a vida não nos reservar surpresas maravilhosas.
      Por isso, obrigada por se dispor a me escrever e a compartilhar comigo palavras tão marcantes!
      Abraço
      Natalia Nunes

  9. Mauro Y. Ohara, prof. Fatec, mestre e doutorando na Poli-USP disse:

    Natália,
    as técnicas aprendemos na faculdade, cursos e a profissão que escolhemos. Ao longo do tempo, ou você se especializa ou diversifica. Sou formado em ADM, mas sempre trabalhei com TI; tive uma formação e experiência técnica por décadas, depois migrei para a área executiva e consultoria. E hoje? Sou professor! E o que ensino aos alunos? O conceito aliado à minha experiência para serem melhor preparados ao mercado de trabalho.
    O que me move? Atualmente tenho muito mais um perfil sociotécnico onde recebi uma missão: cuidar de um filho especial. E em todos os sentidos.
    Se você está em dúvida do que pretende desenvolver e seguir, para mim e minha esposa é um desafio diário encaminhar um filho especial para a sociedade e para o mercado de trabalho. Dessa luta, saiu um projeto com o Alonso Soler, onde a Rosalina inclui no mercado de trabalho, o Lucas (as tiras foram baseados nele).
    Como pessoa, o caçula (tenho 3 filhos) nos ensina a superar dificuldades, lutar, quebrar paradigmas, enfim compreender o que efetivamente devemos fazer numa inclusão social.
    No mundo profissional aprendi diversas técnicas e conhecimentos. Sempre fui aberto aos novos conhecimentos e sempre mesclei conhecimentos de diversas áreas (multidisciplinaridade), antes de forma intuitiva e hoje naturalmente. Como aprendi?
    Aprendendo novas coisas e estar sempre de mente aberta, saber ouvir as lições aprendidas, respeitar as pessoas e tempo para maturar e saber aplicar na vida pessoal e profissional. Comece quebrando seus próprios paradigmas, pensando “fora da caixa”.
    Para finalizar, uma frase de efeito que sempre me motivou:”A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original.” Albert Einstein.
    É um caminho de aprendizado eterno onde o erro será parte do seu crescimento. Não tenha medo de errar, pois ela faz parte do ser humano e saiba aprender com estes erros. As virtudes natas e adquiridas? Continue aplicando para o bem.

    • Natalia Nunes disse:

      Prezado Mauro,
      Não consigo imaginar os desafios que enfrentam, não estaria sendo verdadeira se dissesse que compreendo totalmente essas questões, pois acredito que essa seja uma daquelas coisas na vida que só realmente entendemos por completo quando vivenciamos. Mas compreendo em parte, não diretamente, mas por meio de conhecidos, alguns dos muitos desafios envolvidos. Por meio de suas palavras senti um pedacinho da sua força e determinação e me senti feliz por sentir essa energia tão forte, me vi movida por ela. Já havia visto este projeto com as tirinhas da Rosalina e fico feliz em conhecer, mesmo que brevemente, a fonte que inspirou esse importante projeto. Suas palavras me fizeram olhar para uma perspectiva nova, e não digo apenas com relação ao que compartilhou comigo, mas também com relação ao ato de buscar incessante novos conhecimentos e habilidades… A frase do senhor Einstein foi realmente muito sábia.
      Com relação a inclusão social sei que o projeto de vocês aborda o assunto de forma muito pertinente e não tenho dúvida de que são ações como essas que fazem a sociedade questionar e repensar a forma com que as coisas funcionam.
      Sei que os desafios ainda são muitos, mas o que tenho aprendido com todos os comentários e conselhos que recebi é que o futuro é otimista e repleto de oportunidades para mudanças, porque, eu realmente acredito que todos nós podemos contribuir positivamente e aplicar nossas virtudes para o bem, conforme você disse.
      Obrigada por compartilhar comigo suas experiências (profissionais e pessoais) e desejo ao projeto das tirinhas muito sucesso e visibilidade.

      Natalia

  10. Anna Carolina Pereira disse:

    Olá Natália,
    tens razão quando fala do nosso viver dentro das angústias que a vida o tempo todo nos oferece, assim afirma Kierkegaard, quando diz que o sentimento de existência do indivíduo é marcado a ferro e fogo pela inquietação, pelo desespero e pela angústia.
    Nossa principal tarefa dentro deste processo, é justamente entender que estaremos constantemente em meio à angústia, ao medo, à dúvida, e principalmente sendo avaliados pelo outro, seja dentro de uma seleção para emprego ou pelo simples olhar de alguém na rua. Quando temos esta compreensão de forma clara e concreta, percebemos que nada podemos fazer além de fazer o melhor que podemos com aquilo que temos naquele momento, até mesmo porque nada é determinante, ou seja, nem sempre o cara que fala alemão, inglês, espanhol e italiano será o escolhido para uma vaga, e sim o que apresentou maior habilidade dentro das relações, o que por sinal é muito valorizado hoje em uma seleção de emprego.
    Invista no seu autoconhecimento, acredito que olhar para si nos da respostas que muitas vezes buscamos lá fora, queremos saber tudo sobre tudo e acabamos sem saber nada sobre nós mesmos, e aí passamos uma vida ou grande parte dela insatisfeitos com as falsas respostas que encontramos.
    Por fim, ” calma, tudo vai dar certo!”

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Anna,
      Gostei muito mesmo das suas colocações, mas preciso dizer uma coisa, como é difícil se conformar com a constante presença da angústia e do medo. Aceitar que eles são nossos companheiro de viagem nessa vida talvez seja a parte mais complexa, mas não impossível.
      Dar o melhor de si, como você mesma disse, é realmente a melhor resposta e cada vez mais tenho tido a comprovação quanto a isso. Ao longo destes meus vinte e pouquinhos anos já tive a chance de encontrar pessoas marcante, que tinham como diferencial a luz e força para serem o que queriam ser, obvio sem prejudicar ninguém. Essas pessoas sentiam medos e ansiedades, mas elas brilhavam… E, por isso disse que concordei com suas colocações, pois agora finalmente posso dizer que elas brilhavam porque realmente estavam cientes de que suas ansiedades eram partes integrantes delas.
      Confesso que trabalho diariamente para deixar de sentir o incomodo da ansiedade e de pensar em vinte mil coisas ao mesmo tempo, mas é algo que sei ser possível.
      Quanto ao futuro, vamos manter o mantra sobre a certeza de que tudo dará certo!

      Natalia

  11. Fábio Cretton de Souza disse:

    Olá Natália, o seu texto demonstra a angústia de muitos jovens que estão no mesmo contexto que você. No que posso agregar para você e os outros jovens?
    Primeiramente, sobre a questão da formação acadêmica: é muito raro uma faculdade preparar um estudante para o mercado de trabalho (entregar um “produto acabado” para ser absorvido pelo mercado). A faculdade nos ensina a aprender e nos proporciona uma base para utilizarmos nos nossos aprimoramentos para o mercado. Não devemos nos contentar apenas com o que é ensinado nas disciplinas, precisamos ir muito além …
    Sobre a questão de seleção de profissionais e perfis: muitas vezes o cliente (detentor da vaga) não sabe o real perfil do profissional que ele precisa e, passa uma visão geral para o recrutador, que precisa ser experiente para mapear a real necessidade do cliente. Já há falhas no início desta definição. Fora isso, muitas vagas pedem um “super profissional” com salário de “estagiário”. O mercado precisa aprimorar a forma de selecionar e de definir os requisitos e salários.
    Sobre o futuro: há uma previsão de que novas oportunidades de trabalhos ainda serão criadas. Ou seja, não existe ainda os cursos de formação para essas novas oportunidades.
    Sobre você: não busque um emprego ou trabalho pela remuneração, busque pelo o que você gosta de fazer e, pelo que você possa realmente agregar valor. Além disto, tente avaliar a cultura da empresa ou local de trabalho. Se for diferente da sua, você só ficará pouco tempo.
    Espero ter ajudado de alguma forma a você e aos outros jovens …

    Abraços,
    Fábio Cretton de Souza, MSc, PMP

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Fábio,
      Sim, concordo com você, outros critérios além do salário devem pesar no momento da escolha ou da busca de uma oportunidade. Minha intenção ao mencionar objetivos como carro e casa estavam baseados na perspectiva de criança e, naquela época, esta era a forma de quantificar (pelo menos na minha cabeça) o resultado do meu trabalho de brincadeira (já que minhas idealizações eram fruto dos momentos em que brincava e fantasiava em meu quarto). Obviamente, ter uma renda ainda é uma preocupação, mas busco a satisfação de entregar algo que tenha valor.
      Acredito que muitos dos jovens que estão na mesma situação que eu estão em busca de experiencias e, muitas vezes, descobrimos na experimentação que aquela ou aquela outra empresa tinha valores conflitantes com os nossos. Bom, mas no fim, acredito que tudo é aprendizado e bagagem para a próxima oportunidade.
      Outra super verdade que você apontou é a questão técnica que aprendemos na universidade, é preciso realmente ir além e buscar absorver e as habilidades complementares e primordiais que o mercado irá cobrar.
      Acredito que no futuro os processo seletivos já não serão mais os mesmo de hoje, bem como a questão da carreira e oportunidades ainda inexistentes. Tudo será diferente, ainda bem!
      Obrigada por me escrever e com toda certeza ajudou a mim (e espero que a outros jovens).

      Abraços

      Natalia

  12. Julio Manhães, MSc disse:

    Prezada Natália,

    O Professor Alonso, um ser humano que eu muito estimo, me pediu para ler e responder sua carta. Como vi que você recebeu diversas dicas e bons conselhos, vou propor algo diferente, uma reflexão como se eu escrevesse o resumo do livro da minha vida. Repare e considere as PALAVRAS EM MAIÚSCULO; eu retirei do seu texto.

    Ao concluir o segundo grau aos 18 anos e prestes a ir para universidade eu passei num concurso da Petrobras e me veio o PRIMEIRO DESAFIO: ir trabalhar numa plataforma e ajudar meus pais financeiramente ou ir para faculdade de engenharia? Frases do tipo “SERÁ QUE ESTOU PRONTO?” dominavam meus pensamentos. Mas assim como você eu IMAGINEI UMA VIDA REPLETA DE REALIZAÇÕES E AVENTURAS: “vou trabalhar e até os 28 anos já terei dado uma bela casa para eles, terei a minha e me casarei. E a partir daí ainda estarei jovem para retomar meus estudos”. Tudo deu certo aos 30 anos e aos 36 anos, um pouco antes de me formar engenheiro eu perdi meus pais (ambos) por câncer e infarto. Você consegue imaginar TENTAR PERMANECER NO CONTROLE QUANDO algo assim acontece e se tem uma única filha, criancinha, que tomava banho com a avó e ia e voltava da escola todos os dias com o avô? A DIFICULDADE ESTÁ EM CONSEGUIR SER “o pai, o avô e a avó” QUE AQUELA CRIANÇA BUSCOU NAQUELE MOMENTO. Novos desafios a superar, trabalho e estudo, mestrado, livro e na hora do reconhecimento através de convite para coordenar a implantação de um projeto piloto com vistas ao futuro presal, eis que um câncer me tira de cena profissionalmente aos 43 anos. Entre várias cirurgias, volta e evolução para metástase, quimio, radioterapia eu me perguntava: SERÁ QUE VAI DAR CERTO? Bem, quero dizer que mais importante do que as pedras que você SEMPRE encontrará pelo seu caminho é não deixar que a vida roube suas esperanças, que você não deseje por menos desafios, deseje mais sabedoria. Não estou curado e não há previsão para isso, mas posso dizer que ESTÁ DANDO CERTO. Isso não é um paradoxo, mas é como o Alonso falou “surpreender-se com a mudança de foco”. Por falar nisso e para encerrar, aquela criancinha está hoje com 22 anos e se formará em medicina no fim do ano. Gosto sempre de pensar que a noite é sempre mais escura antes do amanhecer.

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Julio,
      Primeiro quero pedir desculpas pela demora em responder seu texto, sou muito grata por ter dedicado um tempinho para me escrever.
      Não sou capaz de descrever com exatidão a satisfação que sinto em ler os comentários que tenho recebido, tem sido um grande aprendizado para mim. Seu comentário me trouxe grandes exemplos de como a vida pode nos surpreender e fazer com que eventos que não esperávamos choquem-se contra nossos planos “imutáveis”.
      Permita-me dizer que fiquei triste em saber, mesmo não o conhecendo pessoalmente, que tem passado por algo tão complicado, pois sei que não se trata de uma doença fácil.. Desejo a você toda força e luz, trata-se de uma batalha e se tem uma coisa que aprendi com uma amiga minha, que enfrentou muito novinha esse desafio, é que a positividade é tudo.
      Achei lindo sua preocupação com sua filha e fiquei muito feliz em saber que a mesma irá formar (a propósito, transmita a ela os meus parabéns!).
      Outra coisa que amei em seu comentário foi o fato de ter usado minhas palavras dentre as suas, foram retalhos ricos e bem construídos, que trouxeram até mim a história de uma toda uma vida.
      Por fim, gostaria de dizer muito obrigada por dividir comigo sua vida e as lições que tem aprendido ao longo de sua jornada!
      Não há nada mais bonito que o entardecer e o amanhecer, pois ambos são princípios repletos de expectativas!

      Grande abraço

      Natalia

  13. Joseane Zoghbi, MSc disse:

    Olá Natália, tudo bem?
    Quero começar escrevendo exatamente o que você disse ao terminar a sua carta: “Calma, tudo vai dar certo”.
    Não tenho dúvidas que muito em breve estará no mercado de trabalho, por isso não se preocupe com isso, mas sim com o tipo de profissional e ser humano você quer ser? E não tente separar vida pessoal da vida profissional por que a vida é uma só. Os seus princípios, os seus valores vão moldar o seu futuro e acredite, por mais que seja difícil, principalmente nos dias de hoje, siga a linha correta, mesmo que seja a mais difícil, mas é a melhor, porque não tem nada melhor para um profissional enquanto pessoa, deitar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila, e isso não tem preço.
    Busque fazer aquilo que goste e se não gostar, mesmo assim o faça da melhor maneira, pois você se propôs a fazer, e nunca pare de planejar o futuro, de pensar coisas novas, usar a criatividade, estudar sempre, se atualizar e de buscar o melhor para você e para aqueles que a cercam, mas também não se esqueça de viver o hoje.
    Quando você cresce, o resultado é de todos, porque ninguém faz nada sozinho e muito menos consegue o sucesso. Cerque-se de pessoas de bom caráter. pessoas destemidas, pra frente, a frente do seu tempo, pense fora da caixa, dedique-se e comprometa-se em alcançar os melhores resultados. Seja especial para você e para os outros para que tudo realmente dê certo, pois como bem disse o autor no livro O pequeno príncipe, “o essencial é invisível aos olhos”.
    Sucesso por onde passar!!
    Joseane Zoghbi

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Joseane,
      Estou bem e você?
      É um prazer poder respondê-la e de certa forma conhecê-la, sei que demorei um pouquinho para responder (e por isso peço desculpas), mas estou muito feliz de o estar fazendo. Seu texto foi como uma ordem dizendo “sonhe, viva e exista bem”, foi como se me acalentasse dizendo que não há nada de mais sonhar e imaginar, claro sem unicórnios demais, mas imaginar que as coisas são possíveis não apenas é um alento, mas como também uma verdade.
      Concordo com você “o essencial é invisível aos olhos” e se tem algo que aprendi desde que comecei a receber todos os comentários é que somos rodeados de pessoas incríveis e de oportunidade de aprendizado muito ricas, percebi que podemos compartilhar ainda mais tudo isso e que podemos “viralizar” o aprendizado, a possibilidade de se ter perspectivas e positividade quanto a vida. Aprendi que são muito os desafio que encontramos pela vida, mas entendi também que são muitos os motivos que encontramos para persistir em nossos sonhos (mesmo que os mudemos no meio do caminho, porque sim, isso é possível).
      Aprendi que as oportunidades estão ao nosso redor, repousadas em nós mesmos e nas pessoas que, ou encontramos por acaso ou que temos o prazer de ter em nossas vidas.
      E, por tudo isso, só tenho a dizer obrigada!

      Obrigada mais uma vez por me escrever!

      Grande abraço e sucesso!

      Natalia

  14. Ola Natalia,

    como vai? FEI? Sou feiano também… como voce fez administração, não vou te perguntar quantas DP de Fisica 1 vc pegou… 🙂

    Então a brincadeira começa agora, ne?

    Fiquei pensando varios dias sobre o que lhe escrever, afinal tenho uma filha se formando também em jornalismo e outra que acabou de entrar em Publicidade. Fiquei pensando no que te dizer que não fosse clichezinho de mercado, nem modinha de RH e com isso voltei ao meu tempo de estagiário há 30 anos!

    Eu comecei cedo,com 16 anos enfiei as caras e ainda no 2o colegial arrumei um estágio de programador numa antiga fabrica de PCs brasileira. Depois ja na FEI continuei me metendo em outros estagio para aprender, nesses todos topei trabalhar de graça praticamente mas aprendi muito e tive uma chance que quase nenhum outro colega teve.

    então o primeiro conselho que te dou é HUMILDADE e SACRIFICIO. Ao ponto de olhar para uma empresa e trabalhar de graça para aprender. Quem não quer mão-de-obra de graça? Se vc puder encarar isso, eu iria atras.

    outra coisa que me lembrei foi que eu sempre fui uma enciclopedia ambulante, aprendia, estudava assuntos diversos. Até hoje, tudo que gosto, não sou coadjuvante, sou protagonista. Se é para gostar de algo eu vou ser PhD no assunto. Desde carrinho de autorama, bicicleta, budismo ou computação em nuvem. Mas o mais importante é ter cultura, gostar do mundo, gostar da história, da política, das inovações, de museu, de músicas diversas, de arte, de teatro, de muito cinema.

    E o meu segundo conselho é ter REFERENCIAS, não referencias de pessoas, mas referencia de mundo, de sociedade, de cultura. Entenda do mundo, generalize-se. Quanto mais referencias, mais criatividade, quanto mais criatividade, mais divertido a vida fica.

    Também me lembrei do meu pai que foi executivo de vendas de uma multinacional por varias decadas. De tudo que ele me deixou de exemplo foi a transparencia e a aderencia às políticas da empresa e da vida. Se existe uma palavra para definir meu pai, seria honestidade. A ponto dele pedir demissão de emprego por não concordar com decisões anti-éticas que prejucariam seus subordinados.

    Assim, meu terceiro conselho é SEMPRE, SEMPRE e SEMPRE, sem titubear, seja ÉTICA e seja intransigente com quem não for ético. Corrupção? Jamais! Falta de respeito com funcionários? Nunca. Combata sempre a injustiça e qualquer ação anti-ética, mesmo que isso lhe custe um bom emprego. Empregos se arrumam, reputação já é mais dificil e saiba que o mercado fala e fala muito. Não dobre seus valores em função de ganhos imediatos. deite todos os dias no seu travesseiro e durma o sono dos justos.

    Lembrei também que aprendi a prestar atenção. Em mim, nos outros, nas emoções alheias, nas minhas emoções. No sorriso, na testa franzida, no olhar soturno, na fala mansa, na agitação das pernas. Prestar atenção no nosso ambiente faz com que entendamos as coisas não faladas e podemos ver o futuro, podemos jogar xadrez com a realidade.

    Meu quarto conselho é jamais achar que você é o centro do universo. entenda que você faz parte de uma rede e que cada nó da rede afeta os demais. Assim aprenda a antever como os nós vão reagir e como vc vai reagir. Aprenda a ler as entrelinhas e vc vai começar a prever o futuro!

    E por fim, me lembrei que as modinhas de mercado vem e vão. Não ligue para o culto bobo de liderança (o mundo não tem espaço para tantos lideres pretendidos pelos RH), mindfulness não vai te ajudar a arrumar emprego e nem a te fazer trabalhar mais (sou monge budista, sei o que estou te dizendo) e inovação existe desde a época das cavernas, senão nem o fogo nem a roda existiriam. Então seja critica com o modismo.

    Então, quinto conselho: questione sempre e veja o outro lado SEMPRE! “Por que” tem que ser seu mantra… pergunte tudo que vc não entende e não se acanhe. Pergunte para qualquer um o que vvc quer saber.

    E ainda por vc ser mulher e viver em um país machista que despreza ainda profissionais do sexo feminino, vc vai ter que fazer tudo com mais garra e mais força, infelizmente. Mas lembre-se do “GIRL POWER” sempre, todos os dias e mostre para o mundo que vc é tão boa ou muito melhor que qualquer homem!

    eu não lembro do nome do meu professor de geografia no 2o ano do Ensino Médio, nem lembro de nenhuma aula dele… só me lembro de uma unica frase: “gente, o mundo não precisa de buocratas, engenheiros, medicos ou advogados. O mundo precisa de gente que saiba ser gente! Gente com ética e honestidade.”

    então fica aqui minha dica… seja gente!

    bjão e tudo de bom…

    Monge Mauricio Hondaku

    ou

    Mauricio Ghigonetto – Diretor de Vendas

  15. Jacquelyn disse:

    I guess hes PERFEⲤT aat it!? Lauhed Lаrry.

  16. Natalia Nunes disse:

    Uau…!

    Nossa Mauricio é um prazer imenso responder você! Que texto… que conselho… que riqueza de detalhes e palavras.

    Estou bem e você? Quer dizer que é da FEI também!! Eu falo que esse mundo é um tiquinho de pequeno, rsrs.

    Nem mesmo sei por onde começar… bom primeiro estou aliviada de poder estar livre dos modismos e de saber que não há nada de errado em querer seguir um caminho um pouquinho diferente do que as tendências indicam. Tenho pensado muito sobre o porque de atualmente as pessoas sentirem tamanha ansiedade (e me incluo nessa), tenho percebido que cada vez mais novos padrões são feitos e novas atitudes tidas como exemplares são lançadas. E o que percebi é que todos tentamos ser perfeitos e almejamos sempre o que é tido como ideal, entretanto, vejo que as vezes nem mesmo sabemos o que seria o ideal para nós mesmos.
    Por isso gostei tanto dos destaques que você trouxe – Humildade, Sacrifícios, Referências, Ética, Questionar e Força. Gostei destes destaques porque são humanos, são vivos e são reais. Não são meras idealizações, ou padrões que funcionam para uns e não para todos. Gostei porque não apenas são possíveis, mas como também necessários para termos e sermos o que o mundo e nós mesmos precisamos.
    Sei que há dificuldades e que o mundo não é “bolinho”, mas gosto de acreditar que há um lugar para todos e que há a possibilidade de fazermos e sermos, sem que para isso precisemos ter coisas em grande volume.
    Gostei da simplicidade e humanidade de seus conselhos, principalmente porque me fazem ver que o fato de estar começando não precisa ser excruciante e amedrontador (mesmo que seja um pouco amedrontador), percebi que é preciso ter coragem de conhecer a si mesmo.

    Obrigada Mauricio por suas palavras e transmita meus parabéns as suas filhas (tanto para a que está terminado um curso como quanto para a que está iniciando), desejo sucesso a ambas e a você.

    Beijo e tudo de bom para você também!

    Natalia Nunes

  17. Jordan Henrique de Souza disse:

    À Natália.
    DE: Jordan Henrique de Souza, Doutor em Engenharia Civil, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Inspetor Secretário do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – Zona da Mata/MG
    Natália, nossa vida é cheia de novos fatos e modificações à todos os instantes, os casos fortuitos e não planejados nos levam a rever nossos planos, modificar estratégias visando seguir nossos sonhos, valores e crenças.
    É fato que a formação conteudista não é garantia de sucesso profissional, lembre-se que não faltam exemplos de grandes profissionais que mudaram a rotina da sociedade que nem ao menos concluíram curso superior (Samuel Klein, Bill Gates, Steve Jobs…).
    Aproveite seu tempo na faculdade, busque estágios, projetos de extensão e pesquisa, trabalhos voluntários… Não há como ser um profissional de destaque fazendo a mesma coisa que a grande massa de profissionais fazem. Sobre o mantra, “Tudo vai dar certo”, pergunte-se: O que estou fazendo à mais para que tudo dê certo? Permita-se falhar, são nesses momentos que mais aprendemos.
    Particularmente sugiro que procure um coaching, ter uma visão externa de um profissional nos ajuda à clarear as idéias. Qual é o seu planejamento estratégico pessoal para atingir seus objetivos? É certo que o mercado é competitivo, não dá para ser “mais do mesmo”.

    • Natalia Nunes disse:

      Olá Jordan,
      Sobre meu planejamento estratégico pessoal, posso dizer que tenho buscado torná-lo mais claro, objetivo e baseado em aspectos passíveis de serem quantificáveis. Sei que não devo sistematizar demais, mas penso que a objetividade neste caso pode ajudar na busca por melhores oportunidades.
      Com relação a faculdade, cada vez mais chego a conclusão de que a mesma trata-se de um ambiente interessante para o crescimento pessoal, pois todas as vezes que paro para meditar sobre a Natalia que entrou para a faculdade e a Natalia que pretende se formar neste ano, percebo que elas não são, inteiramente, mais as mesmas. É claro que conservo minha essência e mantenho valores antigos, mas essas novas experiências e vivências de fato agregaram características únicas ao meu eu.
      Trata-se de uma época curiosa e, por isso, concordo com você, enquanto alunos devemos aproveitar ao máximo a chance de aprendizado que este ambiente nos proporciona.

      Obrigada pelo seu cometário, tenho aprendido muito com cada uma das dicas dedicadas como resposta ao meu texto.

      Natalia

  18. DE: Margareth Carneiro, Doutoranda em Administração, Mestre em Gestão do Conhecimento e TI, especialista em governança corporativa, gestão de portfolio, programas e projetos, autora de livros, Diretora do Board Internacional do PMI, PMP, servidora do INEP e professora de MBA do IBMEC e FGV.
    Olá Natalia,
    Por indicação do amigo Alonso Soler, vim aqui te dar um alô. Não sei se consigo agregar alguma coisa, pois todos os colegas já acenaram com sugestões, insights e motivações diversas que tenho certeza foram muito úteis a você e a outros jovens na mesma situação. E olhe que as pessoas que te escreveram são profissionais de primeira linha, com muita experiência e conhecimento para compartilhar!!
    Eu tenho duas filhas e nelas me inspiro quando falo com você. Falo então mais na perspecitva de mãe do que da profissional de muitos anos de estrada.
    Minhas filhas, Bárbara e Júlia, são completamente diferentes. Bárbara é zen, tranquila, gosta de música, é artista e cantora. Júlia é acelerada, ansiosa, orientada a resultados (tudo para ontem!). Ambas são inteligentes, dedicadas, bilíngues e tiveram formação superior similar. Só que a Júlia, mais ansiosa, já está no segundo MBA! 😀 Eu aprendi a respeitá-las do jeito que elas são e só desejar que sejam felizes. Também, claro, sempre as inspirei para que fossem independentes, que pudessem pagar as suas contas e se preparassem para a velhice. E que corressem atrás dos seus sonhos!
    Eu me identifiquei com o seu post porque passei pela ansiedade de mãe de desejar vê-las empregadas, trabalhando em uma grande empresa, de forma mais “tradicional”, do jeito que eu fui educada e atuei na minha vida. Comecei como servidora pública, larguei para ser empregada de multinacional de TI (que foi uma escola, aprendi muito), depois fui empresária e recentemente voltei ao setor público (minha paixão, por ideal, por achar que posso contribuir um pouco para a profissionalização e uso de boas práticas de gestão na administração pública brasileira).
    Voltando às minhas filhas, elas escolheram caminhos diferentes e em ritmos diferentes, de acordo com as suas características. Mas ambas são empreendedoras, abriram seus negócios. Nenhuma delas se vê em um emprego tradicional por anos e anos. Querem administrar as suas agendas, as suas carreiras. Querem criar, atuar em novos projetos, fazer acontecer e ter a liberdade para isso. Nem toda empresa permite essa liberdade que elas almejam. E, além disso, vamos combinar que o mercado está mudando e tem pouca oferta de empregos (em especial no Brasil) com a expectativa que eu tinha.
    Aprendi com elas que o mundo está mudando, existem novas abordagens, fala-se hoje em economia solidária, em mundo digital e ao mesmo tempo sustentável. Os jovens têm novas preocupações éticas e sociais e outras prioridades. Vivemos em um mundo de muitas possibilidades. Também sou professora de MBA e o grande barato deste trabalho, que amo, é estar em contado com a nova geração, entender que o mundo mudou e tentar contribuir com o meu conhecimento e experiência para serem usados na realidade ATUAL e no FUTURO.
    Então Natália, acho que você é uma felizarda por ter um mar de oportunidades à sua frente! É bom que esteja preocupada e vigilante, pois vai construir um alicerce profissional e de conhecimentos que vão servir de sustentação para os anos seguintes. Mas lembre-se, mudanças serão cada vez mais frequentes.
    Mais uma vez exemplificando os casos das minhas filhas, Barbara tem uma escola infantil de artes bilíngue. Formada em Marketing e Publicidade, acabou trabalhando no que ela ama e tem agora estudado pedagogia e educação, mas não formalmente. Além disso, ainda canta esporadicamente. Julia é formada em jornalismo, mas depois de trabalhar em jornais descobriu que gosta mais de assessoria de imprensa (bilingue) e está se especializando em mídias sociais. Tudo que aprenderam no passado serve como base para as mudanças que fazem nos seus rumos. Conhecimento e experiência só agrega, não se desperdiça!!!
    Bom, acho que os conselhos dos colegas já dizem tudo, mas eu quero deixar a minha pequena contribuição:
    1- Dê preferência a realizar o que te faz feliz, o que te motiva. É ai que você deve investir o seu tempo e se desenvolver. Será mais feliz e, consequentemente, terá destaque, sucesso e será mais produtiva. Mas, em qualquer situação, dê o seu melhor. E não se esqueça, conhecimento e experiência só agregam!
    2- Sucesso é muito relativo: pode ser dinheiro, podem ser realizações, pode ser ter mais tempo para a família, pode ser destaque, pode ser tanta coisa! Descubra a fórmula do que é sucesso para você (que vai variar em diversas etapas da sua vida) e o persiga.
    3- Use práticas de gestão para construir a sua carreira: planejar, agir, mensurar e corrigir. Você é administradora! 🙂
    4- Tenha foco e disciplina para alcançar seus objetivos, mas esteja preparada para mudanças.
    5- Desenvolva habilidades humanas mais do que técnicas. Todos já falaram, mas não custa nada reforçar: saber trabalhar em equipe, desenvolver inteligência emocional, desenvolver resiliência e flexibilidade.
    6- Construa uma grande rede de relacionamentos: as oportunidades geralmente aparecem através dela. Mas que seja uma rede genuína, de gente que te conhece, onde haja via dupla de ajuda.
    Agora, se você quiser ir muito longe, muito longe mesmo, pense grande, não se deixe levar pelos paradigmas e opiniões negativas, construa a sua realidade, não se deixe acomodar, se esforce e sue muito a camisa!
    No mais, aproveite a vida, seja feliz e embarque na grande aventura que é existir. Te desejo tudo de melhor! Grande abraço.
    P.S. – Para contribuir mais, segue um link da exame sobre o profissional do futuro.
    https://exame.abril.com.br/carreira/como-sera-o-profissional-do-futuro/

    • Natalia Nunes disse:

      Ola Margareth!
      Obrigada por me escrever, foi um prazer conhecer um pouquinho das suas experiências e as das suas filhas também. Ao longo destes dias em que tenho recebido todas essas respostas e dicas de pessoas incríveis me vi tomada por uma motivação ainda maior, a paixão por escrever. Percebi que é algo que amo e que, ao contrário do que eu pensava antes, não é uma atividade que exerço apenas para relaxar, Mas sim porque amo.
      Quando sento para escrever viajo, e algo se acende… E, o fato de ter tido a chance de conversar com diversas pessoas sobre algo que pensei tem sido maravilhoso.
      Mas porque estou dizendo isso, bom, como vc mesma disse o mundo está diferente e as oportunidades já não são mais as mesmas de antes, o que nos resta então? Bom acredito que o que nos resta é fazer uma leitura das mudanças e tirar delas e de nossas paixões oportunidades novas. Penso que essa mudança ao mesmo tempo que nós traz ansiedades nos traz também possibilidades que antes não eram possíveis. Por isso, ao pensar no que queremos devemos, assim como você mencionou, pensar no que nos faz felizes.
      Pois de nossas paixões surgem novas idéias e novos planos e é nisso que estou investindo no momento!!
      Muito obrigada pelas palavras e dicas!
      Grande abraço e sucesso a você e sua filhas!

      p.s. obrigada pelo link!

      Natalia

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