SOMOS CONTRA A MINERAÇÃO!

outubro 29, 2017

Em tempos de pós-verdade, a ditadura de opiniões, geralmente demagógicas e superficiais, prevalece sobre o conhecimento aprofundado dos fatos e sobre a verdade, esta última, subjugada à sua irrelevância.

Nesse contexto queremos nos manifestar de modo irônico: Somos contra a mineração!

Somos contra essa atividade invasiva da “sociedade moderna” que fere e sangra o nosso planeta com o objetivo de extrair riquezas minerais que servirão apenas ao deleite da classe dominante em detrimento dos demais subjugados. Quais as justificativas para a exploração de riquezas que levaram bilhões de anos para serem formadas em depósitos únicos e que, em muitos casos, nunca mais serão formados (pelo menos em tempos humanos)?

Nossa ação afirmativa será implacável. Lutaremos no front das redes sociais, postaremos fotos de perfis caracterizadas com desenhos de árvores coloridas, “descurtiremos” com o botão de raiva todos os posts contrários à nossas convicções e bloquearemos pseudo amigos que pensarem diferente de nós. Somos “do bem”, politicamente corretos e defendemos a natureza contra a mineração.

E, por coerência, mudaremos o nosso estilo de vida. Atitude será o nosso grito de guerra. Nos libertaremos deste mal, abrindo mão de certos privilégios neoliberais, exemplos da dominação do capital. Decidimos então abolir:

  • O vaso sanitário (feldspato) e o papel higiênico (argila que o deixa branco e macio);
  • A escova de dente (plástico – derivado de petróleo) e o dentifrício com flúor (fluorita);
  • A água encanada (PVC – derivado de petróleo), o esgoto (tubos de cimento – calcário), a eletricidade (fios de cobre ou alumínio);
  • O fogão, a geladeira, as panelas, os talheres, pois tudo leva metal (basicamente, ferro e alumínio);
  • As roupas que, apesar de, muitas vezes, serem de origem vegetal, são coloridas e têm as cores fixadas por produtos minerais (barrilha);
  • Os veículos, os celulares, televisão, computadores, elevadores, o ar condicionado, o aquecedor… nossos óculos, etc.
  • Em consequência, aboliremos o uso dos “apps” que nos conectam com o mundo… o facebook, o instagram, o whatsapp, etc.
  • … reescreveremos a história abolindo a revolução industrial.

Oops! Como assim? Mas, tudo depende da mineração? Nossa vida, tal como está configurada atualmente, depende integralmente da mineração? Seria mesmo essa uma atividade que atende apenas aos interesses econômicos da classe dominante?

Uhmmm! É difícil pensar nisso!!!!

Desde seus primórdios a evolução da sociedade foi fundamentada na exploração mineral – desde quando o homem deixou de ser nômade e começou a caçar e arar a terra com ferramentas metálicas. Pronto, eis ali o elo perdido da atual exploração mineral considerada, atualmente, como uma atividade politicamente incorreta. Portanto, não é de hoje que a mineração alicerça o desenvolvimento e a evolução do ser humano no planeta.

Construções utilizam cimento – tijolo e estruturas metálicas são todos produtos da mineração. A medicina é totalmente dependente de bens minerais através da composição química de muitos dos remédios que nos alentam as dores, prolongam e proporcionam mais qualidade à nossa vida.  É também da terra que são extraídos os corretivos de solo, pesticidas e incrementos agrícolas que servem para nos alimentar em escala mundial.

Ah! E vamos considerar também que o setor mineral no Brasil é de extrema relevância sob o ponto de vista econômico e social. Dados oficiais apontam para a participação da mineração com 4% do PIB e 20% das exportações da balança comercial. Sem considerar que as mineradoras recolhem a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), imposto conhecido como o “Royalty da mineração” – uma compensação de receita dirigida majoritariamente aos municípios em que as jazidas estão localizadas (65%) que, quando bem utilizada pelas prefeituras, costuma se converter em investimentos e ganhos em prol da população local – geração de empregos e renda, arrecadação de tributos, dinâmica econômica.

Enfim, se pararmos por um momento para refletir seriamente sobre a dependência humana da mineração… apenas um pouquinho além da superficialidade das discussões nas redes sociais ou das opiniões manipuladoras de artistas “incorporados” como agentes de mudança social, concluiremos que estamos todos, intrinsicamente, ligados à ela, e que a condenação vil, histérica e exagerada desta atividade econômica não passa de uma atitude hipócrita, pois não há uma única pessoa que consiga atualmente viver/sobreviver sem depender desta ação humana.

Uhmm! Vamos então aparar as arestas e ajustar os termos da nossa manifestação inicial, deixando a ironia de lado. Não somos contrários à mineração. Mas sim, devemos nos empenhar para que a pesquisa e a lavra ocorram em sintonia e em respeito com a natureza e a sua preservação dentro de princípios reconhecidos de governança e ética, observando diligentemente o cumprimento da legislação vigente, minimizando riscos e impactos ambientais e sociais, adotando o estado da arte da tecnologia, reduzindo os desperdícios e buscando a eficiência de todos os processos produtivos.

Queremos poder desfrutar dos benefícios da mineração sim, mas de forma coerente com nosso desejo e luta de deixar preservado o legado da vida plena e plural às futuras gerações.

Por:

Maria Paula Delicio, Geóloga, Paleontóloga, Professora Doutora do Departamento de Engenharia Geológica e Diretora do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas / UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto – mpaula@degeo.ufop.br

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP e Professor da Pós Graduação do Insper – alonso.soler@schedio.com.br

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OBRAS PARALISADAS – PRECIFICAÇÃO DA INEFICIÊNCIA

outubro 16, 2017

Na última semana (03/10/17) o Tribunal de Contas de São Paulo (TCESP) realizou uma fiscalização surpresa em 234 locais (em 212 cidades diferentes do estado) para verificar o andamento e condições de obras públicas conduzidas pelas Administrações Municipais. Os locais e obras visitadas pelos Fiscais do TCE se concentraram, em especial, nos setores da Educação e Saúde e, a média de recursos envolvidos (incluídos os aditamentos) nas obras fiscalizadas era de R$ 2,5 milhões, por obra.

Como sumário dos resultados apontados, o TCESP encontrou obras paralisadas, problemas de execução contratual, atrasos no cronograma de atividades, falta de planejamento e projetos mal elaborados. O relatório completo do TCESP pode ser visto em https://www4.tce.sp.gov.br/sites/tcesp/files/downloads/fo_6-2017_-_tcesp_-_obras_-_relatorioconsolidado.pdf

 

Obras paralisadas

Segundo relatório, do total de 234 locais fiscalizados, 110 obras (47,0%) estavam em fase de andamento, ainda que apresentassem problemas de andamento, e 47 obras (20,09%) estavam paralisadas. Dentre as obras paralisadas, em 34 delas (72,34%) não foram esclarecidas as justificativas da paralisação. Destas, 24 obras (51%) encontram-se em situação de abandono e em apenas 17 obras (36%) foram evidenciadas a preservação de materiais e equipamentos remanescentes.

Contratualmente, em apenas 4 obras (8%), houve aplicação de sanções, pela Administração, por inexecução parcial ou total da obra. Em apenas 8 obras (17%) houve rescisão do contrato e, neste caso, em apenas uma obra (2%) a garantia contratual foi executada.

A precificação da ineficiência

Três fatores compõem a precificação da ineficiência administrativa associada a obras paralisadas e que, se devidamente calculados, tornam evidente a gravidade da situação apontada pelo TCESP:

(1) O investimento já realizado na obra (custo “afundado”) que se traduz como Custo de Oportunidade para o contribuinte. Considerando que a gama de problemas que carecem de investimentos nos municípios é muito maior que a oferta de recursos para realizá-los, provavelmente, teria sido mais adequado priorizar a alocação do orçamento às obras que tivessem mais chances de serem concluídas.

(2) O custo da preservação de equipamentos e materiais remanescente e da estrutura inacabada, diante da promessa de retomada futura. Esse custo compõem as despesas operacionais mensais que sangram o fluxo de caixa dos municípios e que os levam à inadimplência e à paralisia administrativa. Nessa mesma rubrica, some-se o custo financeiro com os empréstimos tomados para a realização parcial das obras paralisadas, assim como, os custos adicionais de segurança e limpeza decorrentes da situação de abandono do local e da vizinhança dessas obras.

(3) O custo da indisponibilidade dos serviços que seriam oferecidos aos contribuintes após a conclusão das obras – traduzido pela ausência de retorno sobre o investimento. No caso do TCESP, a fiscalização priorizou obras de educação e saúde – creches, unidades escolares, postos de saúde, obras de ampliação e reforma de hospitais e ambulatórios médicos.

Nessa rubrica, dois pontos devem ser considerados na equação de precificação.

O primeiro diz respeito a manutenção das eventuais despesas operacionais que a Administração já realiza para ofertar os serviços que seriam “melhor” providos com a conclusão adequada das obras. Por exemplo, as despesas correntes com o transporte escolar poderiam ser reduzidas com o término das obras de unidades escolares e creches mais perto do local de residência dos estudantes.

O segundo diz respeito ao custo intangível das perdas provocadas ao contribuinte pela indisponibilidade dos serviços. Perdas relacionadas, por exemplo, ao tempo de traslado para a escola, para a creche, em filas de hospitais, em horas produtivas, de lazer e de descanso. Perdas associadas ao sofrimento pela falta ou dificuldade na obtenção de serviços públicos, no caso, de educação e saúde dignos. Perdas relacionadas à falta de qualidade de vida ao cidadão contribuinte.

 

Mudança necessária no padrão de gestão pública

Enfim, sobre a fiscalização do TCESP, este promete enviar os relatórios individuais de cada município às prefeituras, que serão notificadas a prestar esclarecimentos detalhados sobre cada caso, assim como, se compromete a dar continuidade ao programa de fiscalizações-surpresa em outras áreas consideradas prioritárias, tais como, as condições dos hospitais e unidades de saúde, frota municipal, Programa Saúde da Família (PSF), almoxarifados e merenda escolar, etc. Com isso, o TCESP busca esclarecer a legalidade e a qualidade dos gastos dos recursos públicos.

Mas a grande mudança necessária no padrão de gestão pública reside, não apenas prestação de esclarecimentos posteriores acerca das obras paralisada e dos investimentos mal conduzidos, mas sim, na precificação e divulgação explícita da ineficiência administrativa, que custa caro e é paga pelo contribuinte, acompanhadas das ações de prevenção adequadas e no controle ostensivo de sua mitigação.

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP e Professor da Pós Graduação do Insper – alonso.soler@schedio.com.br


Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #8

janeiro 8, 2011

Conclusões e Lições Aprendidas

Enfim, para encerrar a documentação do projeto, vamos às conclusões e às lições aprendidas.

Em primeiro lugar, quero voltar ao ponto da comparação entre a corrida, objetivando cruzar a fita de chegada no menor tempo possível, e o projeto, objetivando a elaboração progressiva de um produto, serviço ou resultado, de modo viável. Obviamente, os trechos de um percurso de corrida estão sujeitos a muito menos complexidades e interferências do que as atividades de trabalho de um projeto de obra, por exemplo. Entretanto, parece-me claro que a modelagem dos tempos da seqüência de trechos de uma corrida, se assemelha muito à modelagem dos tempos de uma seqüência de atividades de trabalho de um projeto num diagrama de Gantt. A representação de ambos através de um cronograma composto por atividades interligadas e a possibilidade de evidenciação de um Caminho Crítico (que, no caso da corrida, é único e corresponde à Corrente Crítica) permite-nos conjecturar sobre o compartilhamento de modelos de gestão de tempos comuns entre as duas situações, ainda que mantidas as ressalvas naturais de estarmos lidando com experiências bastante diversas.  

Há que se considerar ainda a máxima de que “qualquer projeto que valha a pena ser realizado, deveria ser realizado o quanto antes (dentro de parâmetros que mantenham viável)”. Ou seja, tanto quanto na corrida, para a maior parte dos projetos, valeria a pena antecipar sua entrega e contabilizar maiores ganhos.

Daí surgiu a idéia de adaptar o uso do Método da Corrente Crítica, bastante conhecido no ambiente de projetos (apesar de ser pouco aplicado, acumular insucessos e ser muito questionado) à seqüência de trechos do percurso de uma corrida, em condições comparáveis às de um projeto normal – os resultados obtidos pela aplicação do método na corrida poderiam ser usados para analisar e avaliar o uso e a adequação do método aos projetos em geral, servindo de argumento para aprendizes e descrentes de sua eficácia. Entretanto, tenho total ciência de que a comparação é meramente ilustrativa e didática, mas estou convicto de que os aprendizados dela extraídos servem perfeitamente como pontos de consideração para o ambiente dos projetos.

A escolha da corrida de São Silvestre foi propícia. A menos do pelotão de elite, a corrida é uma festa para o público em geral. Tentar correr seriamente, perseguindo tempos em cada trecho, num ‘mar de gente’ comum (aproximadamente 25 mil pessoas), tirando fotos, interagindo com o público nas laterais das ruas e avenidas, fantasiados e fazendo performances, levando cachorros, brincando e se divertindo em grupos, não é uma tarefa fácil por mais que se esteja motivado para isso! Na estimativa dos tempos, eu não levei em consideração essa dificuldade. Nunca corri a São Silvestre e não sabia que seria tão difícil assim tentar correr se desviando e procurando passagens entre milhares de pessoas. Acho que essa característica deu mais realismo à comparação com os projetos, afinal, por melhor que eu estivesse preparado, não conseguiria correr mais rápido do que eu corri em diversos afunilamentos de ruas, por motivos que fugiam ao meu controle – interferências naturais não cogitadas em meu planejamento (Unknown Unknowns). Assim, fui obrigado a me superar nos momentos em que tive visibilidade e pista limpa à frente.

Por melhor que tenha sido o resultado, nem tudo deu certo no meu plano, mas eu tive a certeza de que foi bem elaborado e a análise de riscos realizada me ajudou imensamente. Diferentemente do planejamento de um projeto típico, dediquei-me intensamente ao planejamento da corrida. Conversei com especialistas, dediquei-me aos treinos, simulei os procedimentos de controle e o acompanhamento do ‘war room’.

O grande problema havido foi com o GPS ‘online’ que não funcionou. Por alguma razão, provavelmente pelo excesso de conexões naquele momento, o aplicativo RunKeeper que eu uso no Iphone não disponibilizou minha corrida ‘online’. Foi providencial que, como resposta à nossa análise de riscos, o controle primário da corrida tivesse sido alterado nos últimos dias de planejamento. No lugar de fazer o apontamento do meu posicionamento físico pelo GPS ‘online’, decidimos fazê-lo através de meu comando por voz (telefone celular aberto), anunciando a minha chegada aos marcos de término de cada trecho. Já havíamos testado e verificado algum ‘delay’ na atualização do GPS, por isso o aparato foi rebaixado à categoria de ‘interessante’ mas não ‘imprescindível’. Pena para os amigos que estavam acompanhando pelo Twitter a minha prova, pois poderiam ter tido uma noção mais real do meu avanço físico, diante do consumo do pulmão de tempo que estava sendo divulgado pelo ‘war room’. Dias depois o meu percurso foi disponibilizado no site do RunKeeper no endereço http://rnkpr.com/adgn1p caso alguém queira revisitar o experimento.

Como aprendizado para a gestão de projetos enfatizo a disponibilização da informação de avanço do projeto de modo preciso e imediato. Fez muita diferença dispor da informação do meu desempenho passado e das tendências futuras ao final de cada trecho. No final do post # 7 enfatizei esse ponto como uma das fortalezas do uso do controle por CCPM.  

Outro risco que havia sido providencialmente analisado e que ocorreu efetivamente foi a queda da ligação telefônica aproximadamente após 1 hora e 20 minutos. Eu já estava quase na Avenida Paulista, chegando ao final da prova quando a ligação caiu. Conforme havia sido combinado, diminuí o meu ritmo, num momento de intensa adrenalina, e refiz a ligação de modo que o ‘war room’ pudesse registrar meu tempo de chegada. Perdi alguns segundos, mas eu já sabia antecipadamente o que fazer diante da ocorrência do problema.                 

Tudo o mais deu certo no meu projeto! Inclusive aquilo que não dependia de mim. O tempo estava maravilhosamente nublado e úmido, eu estava bem e o procedimento de comunicação e controle combinado foi eficientemente aplicado entre eu e o ‘war room’. Pudera, foram semanas de preparação física e mental, foram horas de planejamento e testes. Será que isso lhes remete a alguma lição aprendida sobre o valor de um planejamento bem feito? Será que o Método da Corrente Crítica foi o responsável por isso, ou simplesmente induziu a realização de um plano que se mostrou adequado?

Um aprendizado interessante me acometeu depois da prova e, inclusive, foi motivo de alguns posts meus no Twitter nesse início de ano. Durante a corrida eu tive a sensação de estar totalmente imerso e concentrado na execução da corrida, sem distrações ou interferências. Isso me chamou muito a atenção, pois eu me abstraí da noção de tempo e lugar. Minha mente estava claramente desembaraçada nos meandros de um desafio estimulante. Eu quase não sentia o que estava fazendo, apesar a multiplicidade de trabalhos diferentes que se acumulavam. Além de correr, eu estive constantemente em comunicação com o ‘war room’, passando dados e recebendo informações que eram analisadas em tempo real e transformadas em comandos para o meu corpo. Sem contar as respostas ‘online’ às perguntas que eram feitas pelo Twitter e que eu respondia enquanto corria através do ‘war room’. Um estado de imersão integral e prazerosa no meu trabalho.

Numa conversa posterior com alguns amigos, fui introduzido ao ramo da Psicologia chamada Psicologia Positiva e à idéia de Fluxo, defendida por um autor chamado Mihaly Csikszentmihaly. O fluxo, ou as experiências de fluxo, são caracterizadas como a sensação de “ação automática ou ação sem esforço”. O fluxo tende a ocorrer quando as habilidades de uma pessoa estão totalmente envolvidas na superação um desafio que está no limiar de sua capacidade de controle. Experiências ótimas que geralmente envolvem um fino equilíbrio entre a capacidade do indivíduo de agir e as oportunidades disponíveis para a ação.      

Certamente minha sensação durante a corrida pode ser traduzida como uma experiência de fluxo. E certamente essa experiência, se pudesse contagiar e contaminar uma equipe de projeto transformaria qualquer desempenho pífio num desempenho extraordinário. A questão que emerge é a seguinte: “como foi que cheguei a essa experiência de fluxo?”, “que catalisador a despertou?”, “esse catalisador poderia ser ampliado de modo a possibilitar uma experiência coletiva de fluxo numa equipe de projeto?”. Bem, trata-se de uma nova linha de pesquisa, certamente promissora e que repassarei para meus alunos de pós graduação.   

Em suma, após experimentar algumas situações frustradas e tentativas reais de uso do Método da Corrente Crítica em projetos de engenharia e obras, esta foi a minha primeira experiência efetiva de uso do método. Quão pouco, dirão! Entretanto, para um consultor estudioso que vem tentando há anos validar sua percepção de que o método em si, pode realmente implicar num avanço na questão de desempenho de prazo de projetos, me faltava a vivência de uma experiência real e que chegasse ao fim, possibilitando análise e validação. Considerando a falta de comprometimento e perseverança dos administradores empresariais com quem pude interagir nas tentativas frustradas anteriores, eu não podia me dar ao luxo de errar desta vez, assim, a experiência teria que envolver um projeto meu – “espeto de ferro em casa de ferreiro”, segundo o ditado popular.    

Concluindo, após vivenciar essa experiência, por mais ilustrativa que possa parecer em detrimento da realidade, reforço a minha percepção do potencial do uso do Método da Corrente Crítica na melhoria drástica dos rumos de desempenho que vimos acontecendo nos projeto de engenharia e obras atualmente no país. Não simplesmente pela construção de um novo cronograma pautado em tecnicalidades e motivação estatística, pouco acessível conceitualmente à maioria, mas sim, pela introdução de um modelo de gestão que torna claro, preciso e simples, o posicionamento de desempenho do projeto a qualquer momento de sua execução, induzindo a motivação necessária para a tomada de ações corretivas. Esse foi o auge de minha experiência com a aplicação do Método da Corrente Crítica na minha corrida. 

Por último, precisamos voltar a nos concentrar na gestão da eficiência dos projetos de engenharia e obras e não basear nossos resultados unicamente na gestão de pleitos contratuais. Sem querer minimizar seu papel na equipe de um projeto, eu tenho me questionado: “até quando os Advogados terão um papel prioritário na gestão dos projetos em detrimentos dos Engenheiros?”

Agradeço a sua atenção no acompanhamento desse projeto.

Um abraço,

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos


Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #6

dezembro 27, 2010

Análise de Riscos da Corrida de São Silvestre Usando o Método da Corrente Crítica

Enfim, como um profissional do gerenciamento de projetos, não haveria um plano seu eu não elaborasse uma análise de riscos. E olha que me parecem ser muitos.

Vou categorizar os riscos do projeto em:

1. Relacionados ao meu desempenho físico

2. Relacionados aos dispositivos tecnológicos de controle

3. Relacionados ao processo de controle

Seguem alguns riscos identificados:

RELACIONADOS AO MEU DESEMPENHO FÍSICO:

–       Muito sol e calor, provocando desgaste além da minha capacidade física. RESPOSTA: Últimos treinos feito sob o sol do meio dia em São Paulo

–       Chuva, provocando bolhas nos pés. RESPOSTA: Meias e tênis adequados. Mesmo usando equipamento adequado, não vou conseguir evitar bolhas, durante essa prova relativamente curta, caso chova torrencialmente. Portanto, se vierem as bolhas, sentirei dor até o final da prova, depois eu trato delas.

–       Quedas, provocando machucados e dores. RESPOSTA: Tentarei ficar “ligado” no percurso, visualizando os próximos 6 passos. Tentarei correr no meio das ruas onde o asfalto geralmente é mais plano. Conforme os machucados provocados pela queda, isso será condição de abortar a corrida.

–       Lesões musculares ou ósseas, provocando dores. RESPOSTA: Farei um aquecimento adequado antes da prova.

–       Ânsia ou tontura, provocando desconforto. RESPOSTA: Farei uma dieta adequada antes da prova.

–       Desidratação, impactando o desempenho. RESPOSTA: Disponho de uma programação adequada de hidratação antes, durante e depois da prova.

RELACIONADOS AOS DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS E DE CONTROLE

–       Celular sem sinal, ou ligação interrompida durante a prova, provocando falta de comunicação entre eu e o PMO. RESPOSTA: Como estarei conectado o tempo todo, se eu perceber que o sinal foi perdido, pararei de correr e ligarei novamente, o que vai prejudicar o desempenho, mas manterá o projeto.

–       Delay do GPS pior do que o desempenho em testes. RESPOSTA: O GPS será um mecanismo secundário de controle. O mecanismo primário será o celular.

–       Falta de conexão internet para os Colaboradores do PMO. RESPOSTA: Além da checagem do sinal antes da prova, teremos a disposição um mecanismo secundário de conexão via celular.

–       Problemas no uso do aplicativo Prochain. RESPOSTA: Pouco provável, mas se acontecer, inviabilizará o projeto.

–       Problemas com meu celular ou com o meu head set. RESPOSTA: Inviabilizará o projeto.

RELACIONADOS AO PROCESSO DE CONTROLE

–       Comunicação inadequada entre eu e o Vitório. RESPOSTA: Definição de códigos de comunicação padronizados.

–       Comunicação inadequada entre o Vitório e o Fábio. RESPOSTA: Definição de códigos de comunicação padronizados.

–       Comunicação inadequada entre o Vitório e eu. RESPOSTA: Definição de códigos de comunicação padronizados.

–       Cronometragem errada. RESPOSTA: Testes, testes e mais testes durante esta semana.

–       Uso inadequado do aplicativo Prochain. RESPOSTA: Testes, testes e mais testes durante esta semana.

Enfim, agora é testar e torcer para que dê tudo certo. O Vitório estará tuitando o meu desempenho a cada trecho através do endereço @j2daconsulting. Acompanhe!      

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos


Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #5

dezembro 27, 2010

Gestão do Projeto pelo Método da corrente Crítica

Em minha opinião, a grande “sacada” da aplicação do Método da Corrente Crítica, não reside simplesmente na elaboração de um novo cronograma “partido ao meio”, com a inclusão de pulmões de tempos ao final das pernas de atividades, mas sim, no que se deve fazer para acompanhar e controlar a evolução do trabalho.

Considerando que cada um dos 14 trechos de minha corrida dispõe agora de um tempo bastante agressivo para ser realizado, certamente terei que fazer uso de “parte” do tempo extra (proteção) extraído das estimativas originais, que estão consolidadas no Pulmão do Projeto, posicionado ao final da Corrente Crítica do cronograma. A questão é quanto do pulmão será usada ao final de cada trecho? Se eu conseguir correr e usar apenas o tempo que fora extraído, estarei consumindo proporcionalmente o Pulmão do Projeto e isso me indicará que terminarei dentro do tempo combinado de 1:44min – minha meta primária.

Aqui reside a vantagem do uso do Método da Corrente Crítica. Se eu for informado adequadamente sobre o meu Consumo do Pulmão do Projeto, poderei regular e adaptar o meu ritmo (se eu conseguir e se tiver fôlego para tanto) de modo a economizar tempo de Pulmão, o que potencializará o término da minha corrida sem consumir todo o Pulmão do Projeto, o que acarretará no término antecipado, antes do tempo de 1:44min – minha meta secundária.

Ou seja, durante a corrida, tudo se resume ao acompanhamento preciso da evolução dos trechos, no apontamento do horário de seu término, no cálculo e comunicação do consumo dos pulmões aos interessados (no caso, apenas eu) e na motivação/condição adequada para a tomada de ações preventivas e corretivas de manutenção do Consumo do Pulmão do Projeto dentro de parâmetros considerados aceitáveis (zona verde). Parece simples não? Pois não o é. Pela minha experiência, esse é o ponto mais complexo da aplicação da CCPM.

Enfim, como planejamos fazer isso tudo durante a corrida de modo online? Em primeiro lugar, montamos um PMO (War Room) que estará funcionando num apartamento próximo à Avenida Paulista. Lá estarão dois colaboradores voluntários, o Fábio Vampel, Especialista em aplicação da CCPM que elaborou o cronograma e estará responsável pela operação do software (Prochain), apontamentos de tempos de conclusão de trechos e cálculo do Consumo do Pulmão do Projeto. O outro Colaborador será o Vitório Cabral, profissional de mídia, que vem estudando e praticando o gerenciamento de projetos pela J2DA Consulting. Este último será responsável pelo acompanhamento, via Google Maps e GPS, do meu posicionamento durante o percurso e pelo interfaceamento da comunicação entre eu e o Fábio Vampel durante a prova.

Para tanto, correrei portando um GPS com dispositivo de acompanhamento online através do aplicativo RunKeeper do Iphone 3GS. Já fizemos diversos testes do aplicativo e concluímos que ele funciona bem, apesar do delay de 1 minuto para a atualização da minha posição. Todo o controle poderia ser feito apenas através desse dispositivo. Vitório cronometraria o tempo de minha chegada em cada trecho, apontaria o tempo real para o Fábio, que atualizaria o Prochain e devolveria ao Vitório o meu Consumo de Pulmão. Por sua vez, Vitório me passaria a informação através do celular ligado, durante as quase 2 horas de prova.

Considerando que estarei com celular ligado, consideramos então aprimorar o apontamento dos tempos de chegada em cada trecho através do meu próprio comando. Eu direi: “terminando trecho x”. Vitório cronometrará esse tempo e checará pela tela do computador o mapa do GPS (que apresentará um certo delay natural). Passará a informação ao Fábio que atualizará o Prochain e devolverá com o cálculo do Consumo do Pulmão. Vitório então me informará sobre o meu Consumo do Pulmão através do Indicador de Consumo: Quociente entre o Avanço da Corrente Crítica e o Consumo do Pulmão. Eu, por meu lado, tentarei adaptar meu ritmo ao Consumo do Pulmão indicado, motivado que estarei para terminar antes do tempo de 1:44min combinado. 

Um conjunto de aparatos tecnológicos que terá que funcionar perfeitamente para que o projeto aconteça. Bem parecido com o controle de um projeto real através da CCPM.

Bem, no próximo post proporcionarei uma análise de riscos do projeto.     

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos


Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #4

dezembro 27, 2010

Elaboração do Cronograma em Corrente Crítica

Retomando o planejamento do cronograma da minha corrida de São Silvestre, reforço o ponto de que o cronograma original elaborado (post #3) foi construído pautado por premissas bastante realistas. Não se trata de um cronograma “fake” elaborado apenas para fazer o Método da Corrente Crítica funcionar. Qualquer corredor experiente dirá que completar os 15Km de prova numa velocidade média de 9,5 Km/h (aplicados alguns deflatores), no tempo de 1:44 min é bastante adequado, para não dizer “agressivo”, em se tratando de um atleta amador de finais de semana, como eu.   

Assim, tal como num projeto, tudo na CCPM começa com um cronograma realístico, sob a ótica da estimativa de tempos das durações das atividades.

Vamos entender então a alocação de PULMÕES de tempo a esse cronograma original. Duas considerações são pertinentes:

1. Considerando que minha corrida evoluirá através de 14 trechos seqüênciais dependentes pela relação FS (Finisht to Start), e que esse caminho único é a minha Corrente Crítica – restrição do sistema que impede um resultado de maior valor para minha corrida (chegar antes do horário combinado, antes das 1:44 min).

2. Considerando que a estimativa de duração de cada um desses 14 trechos, levou em conta a premissa de velocidade basal de 9,5 Km/h e o deflator por complexidade, posso assumir que esses tempos por trechos (Tabela 2 – post #3) podem estar superestimados (difícil de admitir, por tudo o que foi mencionado no primeiro parágrafo deste post), isto é, podem incluem “alguma” proteção extra de tempo, sob a ótica estatística. Não necessariamente isso é verdadeiro, mas a CCPM faz uso dessa suposta verdade em proveito da motivação para fazer o projeto acontecer no prazo, ou antes. 

Mas será que essas “proteções” acrescidas aos tempos de cada uma das 14 atividades do projeto me ajudarão a terminar a prova no tempo combinado de 1:44min ? Pois a Teoria da Corrente Crítica faz uso de conceitos estatísticos para provar que não! Indico aos meus Leitores que procurem rever um pouco mais sobre a teoria da CCPM neste momento se tiverem alguma dúvida sobre isso – ou me procurem depois da prova (ufa!).

Baseado na teoria da CCPM, vou reconstruir o cronograma original da minha prova (post #3), extraindo as proteções individuais de tempos de cada um dos 14 trechos, consolidando-as em um único pacote de proteção (chamado PULMÃO DO PROJETO) e vou acrescentá-lo integralmente ao final da Corrente Crítica do cronograma, dependente em FS do último trecho que será percorrido (trecho 14).

Mas quanta proteção devo extrair de cada trecho ? Pode parecer uma resposta inadequada para quem não viveu ainda a apicação da CCPM mas, para mim, neste momento do planejamento, não importa o quanto. Qualquer quantidade de tempo extraída será considerada adequada para a aplicação do Método da Corrente Crítica. Decidimos, por motivo de facilidade nos cálculos, extrair 50% do tempo estimado de cada trecho e incluí-los integralmente no Pulmão do Projeto.

O que? Quer dizer que ao invés de fazer a prova em 1:44min, você pretende fazê-la em 52min? Vai competir contra os Quenianos? Não! Não é isso!

A decisão acima exige o mínimo de explicação e entendimento da teoria da CCPM. Adotando-a, meu novo cronograma em CCPM continuará a apontar meu tempo combinado de chegada em 1:44min. O que ganhei com isso? A possibilidade de manter um controle motivacional adequado para que esse tempo realmente aconteça, ou algum tempo inferior a esse.

Essa decisão de consolidar TODA a proteção de tempo extraída de cada atividade do cronograma num único grande pacote de tempo ao final do cronograma, não é a mais desafiadora, mas é muito útil em projetos que evoluem através da contratação de serviços de terceiros, vide a teoria da CCPM. Tal como eu quero ilustrar nesta aplicação.   

O foco da gestão por Corrente Crítica deixa de ser direcionado para o atendimento dos prazos de cada atividade e passa a priorizar o tempo total do projeto. Ou seja, com a aplicação da CCPM, terei mais chance de terminar em 1:44min do que teria se estivesse trabalhando no cronograma original. Isso pode parecer dogmático, mas não o é, dispõe de prova teórica e aplicada. Eu mesmo serei uma cobaia da aplicação dessa teoria.

Considerando então a visão de projetos, meu novo cronograma em Corrente Crítica, que servirá de base para o controle da minha corrida, ficou do seguinte modo: 

Enfim, de posse de um planejamento, acompanhamento/controle e motivação adequados, esse novo cronograma será acompanhado e os resultados imediatos me serão comunicados durante a corrida para que eu possa regular meu pacing durante a prova. Leiam sobre o planejamento da gestão em CCPM no próximo post. 

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos


Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #3

dezembro 9, 2010

Definição e estimativa dos ‘meus’ tempos para cada trecho do percurso

Baseado nas distâncias dos trechos por níveis de complexidade, sinto-me apto a estimar os tempos previstos para cada trecho.

Usarei para tanto meu tempo basal (em km/h), oriundo de dados histórico, em ambiente de treino leve, geralmente realizado em superfície plana e em temperatura de final de tarde de São Paulo/SP. Nessas condições meu atual estado de condicionamento físico indica o tempo médio de 9,5 Km/h.

Considerando que as condições de medida desse meu tempo basal foram obtidas em CNTP (lembram-se do CNTP no 2º grau?), e que as condições de complexidade do percurso da Corrida de São Silvestre são específicas (veja Post #2), aplicarei um ‘Fator Deflator’ (FD) sobre esse desempenho basal considerando a complexidade de cada trecho do percurso, do seguinte modo:

–       Trechos de complexidade Baixa: FD = 0% adicional

–       Trechos de complexidade Média: FD = 10% adicional

–       Trechos de complexidade Média/Alta: FD = 20% adicional

–       Trechos de complexidade Alta: FD = 30% adicional

A justificativa desse FD assenta-se sob a premissa de conseguir elaborar estimativas mais adequadas, sob uma ótica justa (sem grandes riscos de atrasos) e que possibilitem prover maior assertividade (tempo estimado vs tempo real) ao resultado final na prova (tempo total de prova).

Afinal, não é assim que são estimadas as durações das atividades dos projetos? Considerando que as estimativas providas acabam tornando-se compromissos assumidos, os especialistas incumbidos de elaborar essas estimativas tendem a deflacionar seus números protegendo-se de eventuais incertezas que possam atrasar os cronogramas sem comprometer compromissos de entrega – esse é um dos princípios básicos da teoria da Corrente Crítica.

Assim, estimo que poderei correr nas seguintes velocidades cada tipo de trecho do percurso:

–       Complexidade Baixa: 9,5 Km/h

–       Complexidade Média: 8,55 Km/h (10% abaixo do tempo basal)

–       Complexidade Média/Alta: 7,6 Km/h (20% abaixo do tempo basal)

–       Complexidade Alta: 6,65 Km/h (30% abaixo do tempo basal)

O que me leva a estimar meus tempos ‘por trecho’ do seguinte modo:

* Esse trecho foi reclassificado como tendo complexidade Média por causa do tráfego na largada e no quilômetro inicial da corrida. Dados históricos da corrida de São Silvestre indicam que, geralmente, não se consegue correr adequadamente nesse trecho.

TABELA 2: Divisão por trechos de complexidade semelhantes

Ou seja, meu compromisso, baseado em dados históricos de desempenho, é completar os 15 Km da prova em até 1,75 horas ou 1 hora e 44 minutos. Comparado ao desempenho obtido dos corredores na prova do ano passado minha colocação seria aproximadamente 9.000 em 20.000 inscritos (Putz! Tanta coisa para ficar entre os primeiros milhares). É óbvio que não pretendo chegar na frente dos Quenianos (ainda), mas meu planejamento pessoal aponta para um desempenho mediano, compatível com meu estado de condicionamento físico atual.

Considerando a visão de projetos, meu cronograma em CPM ficaria do seguinte modo:

Bem, agora resta traduzir esse cronograma original CPM para um cronograma em Corrente Crítica. Leiam no próximo post.

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos