e-BOOK – GESTÃO ORÇAMENTÁRIA DE EMPREENDIMENTOS

setembro 2, 2018

A Gestão Orçamentária eficiente é um dos principais fundamentos que contribuem para o alcance dos resultados financeiros de um Empreendimento de Construção. A padronização dos processos e diretrizes da Gestão Orçamentária visa conferir maior previsibilidade e transparência à contabilização dos resultados dos empreendimentos, facilitando e agilizando a tomada de decisões relacionadas aos seus custos.

Clique no link e baixe gratuitamente o e-book que descreve processos e diretrizes da Gestão Orçamentária (estruturação, controle e manutenção orçamentária) de Empreendimentos de Construção, visando equalizar a coleta e a alimentação de bases de dados, o uso padronizado de sistemas de informação, bem como a consolidação e a análise (situação, progresso e previsão) do desempenho dos custos, permitindo a tomada de decisões mais adequadas ao sucesso dos empreendimentos.

GESTÃO ORÇAMENTÁRIA DE EMPREENDIMENTOS

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper, da FIA e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

#gestãoorçamentária #gestãocontratual #contratos #construção #obraspúblicas #engenharia #gestão #blogdosoler

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e-BOOK – GESTÃO DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE DE CONSTRUÇÃO

agosto 26, 2018

Gestão do Conhecimento é um conceito que se fundamenta no processo de aprendizagem organizacional. Trata-se de um trabalho através do qual a empresa gera internamente (ou adota), absorve e reutiliza o conhecimento, visando buscar a excelência e alavancar seu desempenho operacional de modo eficiente.

A Gestão do Conhecimento fundamenta-se no princípio de que é economicamente mais vantajoso para a empresa reutilizar o conhecimento extraído de suas próprias experiências, da bagagem de conhecimentos tácito de seus Colaboradores e do conhecimento considerado adequado quando disponibilizado pelo ambiente externo do que, a todo o momento, ter que redescobrir novas soluções para problemas sistêmicos e arcar com o ônus de repetir erros já cometidos anteriormente.

A Gestão do Conhecimento visa impactar positivamente o desempenho operacional e o incremento do Capital Intelectual da empresa, o que, por consequência se estende aos resultados financeiros e à sua valorização de mercado.

Além disso, a formalização das experiências, bem ou mal sucedidas, e das competências e habilidades adquiridas pelos Colaboradores durante seu aprendizado, acabam por permanecer e se enraizar dentro da empresa.

Clique no link e baixe o e-book Gestão do Conhecimento que sintetiza as principais definições e processos pertinentes ao tema ao longo do fluxo de geração, coleta, armazenamento, manutenção, disseminação e reutilização de novos conhecimentos, visando a sua incorporação à Cultura e a contabilização ao Capital Intelectual da empresa.

GESTÃO DO CONHECIMENTO

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper, da FIA e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

 

#gestãodoconhecimento #gestãocontratual #contratos #Construção #Obraspúblicas #Engenharia #Gestão #Blogdosoler


O PAINEL DE INDICADORES GERENCIAIS DO EMPREENDIMENTO

agosto 5, 2018

O Painel de Indicadores Gerenciais (ou, dashboards) é uma componente fundamental de gestão dos empreendimentos de construção. Através da compilação de números, gráficos e cores dispostos em poucas telas de fácil manuseio e visualização, o gestor dispõe de uma visão consolidada periódica das informações de desempenho do seu empreendimento proporcionando subsídios concretos para a avaliação da situação atual e da tendência de desempenho futuro do empreendimento, subsidiando a tomada de decisões preventivas e corretivas compatíveis com os objetivos de sucesso de sua gestão.

Atualmente, mais do que a consideração de modismo tecnológico, o Painel de Indicadores Gerenciais representa um diferencial para as empresas de construção.

Indicadores de Desempenho

Os indicadores que compõem um painel refletem os interesses estratégicos e operacionais de desempenho que se almeja alcançar por um empreendimento e costumam ser agrupados sobre duas perspectivas: (a) Perspectiva de desempenho Físico, Econômico e Financeiro e, (b) Perspectiva de desempenho Estratégicos.

A tabela abaixo ilustra o agrupamento de alguns indicadores representativos em ambas as perspectivas:

Blog - Figura 1

A Identidade dos Indicadores de Desempenho

Para que possam ser coletados e analisados de forma comparativa periódica, cada um dos indicadores que compõe o Painel de Indicadores Gerenciais deve ser detalhado e normatizado. A Identidade do Indicador sintetiza sua descrição de forma padrão. A tabela abaixo ilustra a representação de uma dessas identidades:

Blog - Figura 2 a

Blog - Figura 2 b

Compromissos de Gestão

O Painel de Indicadores Gerenciais costuma ser utilizado, ainda, como fundamento principal, objetivo e transparente, do acompanhamento e cálculo dos compromissos e acordos de participação nos lucros e resultados, promovidos pela empresa de construção com a equipe gerencial do empreendimento, em contrapartida ao alcance dos resultados combinados.

Fortalecimento da Boa Governança

Em sintonia com a frase icônica de Deming “não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”, o Painel de Indicadores Gerenciais, devido à sua objetividade e transparência, representa o fortalecimento da boa governança e o retorno do empoderamento da competência e da eficiência profissional dos Gestores do empreendimento em substituição às manipulações obscuras realizadas na gestão dos contratos de construção.

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper, da FIA e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

#paineldedesempenho #Construção #Obraspúblicas #Engenharia #Gestão #Blogdosoler


NA OBRA, A TECNOLOGIA É BEM-VINDA, MAS NÃO SE BASTA

julho 29, 2018

Passada a tormenta que assolou o segmento de negócios e a quase extinção das grandes obras de infraestrutura nos últimos anos, retomei esta semana o trabalho em uma grande obra rodoviária de dimensões exponenciais no histórico nacional – o maior túnel, a maior extensão de túneis, etc.

Curioso e apaixonado pelo trabalho no canteiro e pelo projeto em si, procurei analisar as diferenças desde a última vez que calcei as botas de EPI há dois anos atrás.

Governança e Compliance

 Em primeiro lugar, é nítida a observação de processos relacionados à governança e ao compliance – a rigorosidade dos detalhes e das exigências, a transparência das negociações, o cuidado com as relações pessoais e o extremo profissionalismo aplicado às contratações. Seriedade e respeito ao bem público e seus benefícios à sociedade que nunca deveriam ter faltado.

Tecnologia disruptiva

Foi maravilhoso perceber a obra pela ótica da utilização de novas tecnologias. Equipamentos extremamente sofisticados, importados e caros realizam de modo autônomo o trabalho que antes era feito por dezenas (centenas??) de profissionais contratados. Salas de comando e controle que monitoram de modo remoto o avanço e a qualidade da obra a partir de dados emitidos por sensores remotos e drones que se revezam na supervisão do desempenho. Sistemas complexos que analisam dados coletados, avaliam automaticamente condições adversas e emitem alertas técnicos e de gestão – sinalizadores coloridos, gráficos, curvas e sons que antes eram elaborados e processados por profissionais experientes, agora emergem dos monitores indicando com grande precisão o que deve ser feito a seguir. Um novo mundo construído à semelhança das novas regras e exigências da atualidade. Mais limpo, direto, rápido e menos sujeito as subjetividades e intemperanças humanas.

Tinha gente também!!!

Mas não pensem que só percebi mudanças inovadoras disruptivas. Lá estavam, ainda, mais de 2 mil trabalhadores, de carne, osso, botas e capacete. Tal como sempre convivi, trabalhavam incansavelmente instalando, conduzindo e posicionando equipamentos, manuseando ferramentas, carregando, puxando, cavando, batendo, executando tarefas de diferentes níveis de complexidade, sinalizando a segurança, gerindo os recursos, supervisionando, etc. … tomando decisões.

A obra do futuro

Os novos ares, do novo canteiro me fez reavaliar minha visão sobre o futuro. Erra quem acredita que a obra do futuro se limitará apenas à utilização de tecnologia. Dificilmente a máquina será capaz de trabalhar em equipe, acumular experiência, produzir e utilizar o conhecimento tácito, se motivar, pensar e agir como o trabalhador profissional, humano!

Erra quem aposta apenas nas mudanças promovidas apenas pelas novas gerações digitalmente nativa e empoderadas pelas inovações tecnológicas disponíveis. Há que se valorizar a experiência de quem já fez um dia e a sua capacidade de lidar com os imprevistos. Uma grande obra de construção de infraestrutura não se limita ao algoritmo previsível de um programa de computador.

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper, da FIA e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

#Construção #Obraspúblicas #Engenharia #Gestão #Blogdosoler


OBRAS PARALISADAS – UMA PAUTA NACIONAL

julho 8, 2018

Estatísticas oficiais do Ministério do Planejamento (Junho/2017) revelaram 2.796 obras paralisadas no Brasil que, na época, já haviam consumido mais de R$ 10,7 bilhões, deixando de oferecer qualquer benefício ou retorno devido à sociedade. Destas, 18,5% (517) referem-se a obras de infraestrutura (Saneamento, Aeroportos, Ferrovias, Hidrovias, Obras de Mobilidade Urbana, Portos e Rodovias), muitas das quais (191) foram paralisadas próximas de sua conclusão com grau de execução superior a 50%.

Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República

O tema foi incluído em um conjunto de propostas elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entregue, na última quarta-feira (04/julho) aos Candidatos à Presidência da República. A gravidade do problema expõe a ineficiência da gestão pública no trato dos investimentos em infraestrutura e sugere a inclusão do tema na pauta estratégica das prioridades nacionais.

O documento esclarece que os principais motivos das paralisações de obras referem-se a problemas técnicos, abandono pelas empresas e dificuldades orçamentárias/financeiras, e recomenda 6 medidas para fazer frente ao problema, tanto dos projetos já iniciados que necessitam de um equacionamento imediato, quanto da mitigação do risco de paralisação de novos projetos. São elas:

1. Macroplanejamento

O documento menciona a atual precariedade do planejamento prévio de engenharia, prazos e riscos durante a seleção dos projetos, impactando na superficialidade das estimativas de seus custos e benefícios. Recomenda que o governo desenvolva melhores mecanismos de macroplanejamento multianual, envolvendo o controle social da decisão de viabilidade e atratividade dos projetos, assim como a consideração de diretrizes setoriais público-privadas, mitigando interferências políticas na seleção dos projetos.

2. Seleção da modalidade de execução do projeto

O documento menciona a atual falta de objetividade na justificativa de escolha do arranjo organizacional dos projetos. Sugere que a escolha da modalidade de execução do projeto, tal como uma obra pública, contratação integrada, concessão, PPP, etc. seja precedida de estudos objetivos de viabilidade, discutidos e tratados de forma transparente, adequada e nas esferas apropriadas de governo.

3. Microplanejamento

O documento recomenda atenção especial ao planejamento detalhado das obras em termos de seus projetos de engenharia, cronogramas, orçamentos, fontes de financiamento e avaliação de riscos, etc., extensível ao planejamento das desapropriações, das licenças ambientais e das potenciais interferências com os demais órgãos públicos intervenientes, assim como, o equacionamento das despesas e das responsabilidades de operação após a fase de inversão.

4. Fortalecimento das equipes responsáveis pelos projetos

O estudo sugere que as equipes de projeto sejam fortalecidas em termos de recursos humanos, softwares e equipamentos, potencializando melhorias no planejamento e no controle dos projetos.

5. Equilíbrio contratual

O estudo recomenda atenção na elaboração dos contratos evitando cláusulas e ponderações financeiras de serviços que potencializem desequilíbrios e, consequentemente, a geração de reinvindicações e litígios judiciais, assim como, o abandono intempestivo das obras pelas empresas contratadas.

6. Fortalecimento do controle interno

O estudo menciona o mau funcionamento dos órgãos de controle interno das instituições executoras como um problema potencial aos atrasos e custos adicionais observados. Recomenda, portanto, o fortalecimento desses órgãos e o estreitamento de suas relações com órgãos de controle externo.

Enfim…

O documento da CNI entregue aos presidenciáveis, em parte, fortalece a tese defendida por este blog que faz o advocacy da sociedade em favor de maior eficiência no trato com os investimentos públicos em obras. Por outro lado, o documento não oferece qualquer proposta diferente que fuja do conservadorismo típico do segmento, que se possa ser caracterizada como inovadora e que, realmente, traga algum alento à solução do problema.

Peca a CNI ao flertar com o aumento do poder de órgãos de controle interno e externo, esquecendo-se de mencionar que a burocracia imposta por tais instituições também são apontadas como causas relevantes de atrasos e paralisações de obras públicas. Não apenas isso, mas também, a rigorosidade como são tratados os desvios naturais de execução das obras pelos órgãos de controle, tende a promover o constrangimento do agente público contratante e a consequente judicialização da gestão contratual, desconsiderando o fato de que o planejamento de uma obra de infraestrutura, por melhor que seja realizado, ainda se constitui num exercício sujeito a imprecisões e a mudanças decorrentes de premissas e condições adotadas.

Peca ainda a CNI ao não levantar a bandeira da imediata adoção de novas tecnologias no encaminhamento do problema. A era da indústria 4.0 já está presente nos meios e modos de gestão do segmento da construção internacional e, atualmente, tende a ser visto como principal aliado da pacificação das relações entre o poder público contratante e interveniente, e seus contratados privados, potencializando a garantia de maior eficiência das obras, maiores retornos e benefícios à sociedade e ao contribuinte.

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper, da FIA e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

#Construção #Obraspúblicas #Engenharia #Gestão #Blogdosoler

 


INOVAÇÃO EM PROJETOS DE CAPITAL – APENAS UMA TENDÊNCIA OU UMA REALIDADE?

junho 14, 2018

Texto preparado para fomentar discussões no evento AACE INOVAÇÃO EM PROJETOS DE CAPITAL – APENAS UMA TENDÊNCIA OU UMA REALIDADE? (07 de junho de 2018 – São Paulo, SP)

O que é o protocolo da confiança?

O protocolo da confiança (cadeia de blocos – “blockchain”) é uma plataforma tecnológica inovadora de transação descentralizada de dados, concebida para serem processadas as operações realizadas com a criptomoeda Bitcoin na internet, garantindo transparência, imutabilidade, rastreabilidade e segurança a todos os registros realizados.

Apesar da lenda de Satoshi Nakamoto e do mistério que ronda a sua criação, é tamanha a sensação da “cyber segurança” proporcionada pela Blockchain que as pessoas se sentem confortáveis em transacionar e entregar ativos, assim como vender produtos e serviços pela internet, por meio de criptomoedas, mesmo estando à distância e sem contato físico ou conhecimento mútuo entre das partes envolvidas.

Essa confiança na segurança proporcionada pela Blockchain às transações de dados pela internet tem proporcionado a perspectiva da extensão ampla das aplicações da plataforma para além das fronteiras das transações monetárias com o Bitcoin ou outras criptomoedas, incluindo aí, inclusive, a confiança na lisura do processamento de eleições nacionais, tal como, em março deste ano, foi testado nas eleições de Serra Leoa.

O que são os Smartcontract?

Um apêndice valoroso que acabou se valendo da “cyber segurança” proporcionada pela Blockchain são os Smartcontracts (contratos inteligentes ou contratos digitais). Estes, são programas de computador auto executáveis capazes de automatizar rotinas burocráticas simples e que podem ser processadas dentro da plataforma da Blockchain sem a interferência humana, potencializando assim credibilidade e confiança no cumprimento do objeto e das condições do contrato pelas partes.

Como ilustração imagine que você adquire um aplicativo para o seu smartphone e decide pelo pagamento parcelado. Caso você fique inadimplente, pode acontecer do programa disparar um comando de bloqueio do seu aplicativo, automaticamente, em cumprimento das cláusulas contratuais acordadas, sem a interferência humana.

Ou ainda, imagine que você é pego por excesso de velocidade por um radar inteligente que fotografa o seu carro, transforma a imagem em dados e lê a sua placa, levanta suas informações cadastrais e, imediatamente, envia um documento bancário de multa para sua residência, inserindo ainda a pontuação da penalidade em seu prontuário de motorista e contabilizando a sua dívida nos sistemas da prefeitura. Percebam que em ambos os casos o programa de computador, de forma automática e autônoma, operacionalizou todo o processo de um “pseudo contrato” digital, o primeiro relativo à aquisição de um serviço, o segundo relativo ao cumprimento de uma lei.

Inovações tecnológicas, incrementais ou disruptivas, no ambiente da construção

No segmento da construção, os Smartcontracts operando sob a plataforma Blockchain, encontram infinitas possibilidades de aplicações que servem de solução para problemas atuais de ineficiência e potencializam a lisura das operações.

Obviamente, o fundamento básico dessas possibilidades advém da introdução de inovações tecnológicas, incrementais ou disruptivas, no ambiente da construção que têm possibilitado a automação dos canteiros de obras por meio de: modelagem e  compatibilização de projetos através do BIM; fabricação de elementos estruturais fora do canteiro de obras (modularização); estruturas mistas de aço e concreto e a impressão de estruturas em 3D; uso de materiais inovadores tais como o bioconcreto, o concreto translúcido, o concreto que brilha no escuro, a tinta que absorve energia solar, tijolos inteligentes e ecológicos; automação dos canteiros de obras com dispositivos móveis, sensores vestíveis inteligentes, o rastreamento de ferramentas; aplicações da Internet das Coisas (IoT), da realidade virtual e aumentada, de aplicativos e de drones; controle do ritmo produtivo e o monitoramento de procedimentos para a realização eficiente do trabalho; gestão sustentável da água e dos resíduos sólidos, a logística reversa, etc.

A amplitude da aplicação dos SmartContracts e da Blockchain

Como ilustração, pode-se conceber um Smartcontract entre um prestador de serviços e seu contratante, operacionalizado através de sensores inteligentes móveis instalados próximos ao local da obra. Este se encarregaria de enviar sinais da evolução física e do controle tecnológico (qualidade) para o modelador 3D que, automaticamente, e à distância, avaliaria a conclusão e o ritmo da obra, processando a liberação de medições e o pagamento ao prestador de serviços, sem a interferência humana e a necessidade da presença física da fiscalização. O tráfego dos dados seria feito através da Blockchain, garantindo a transparência, a eficiência e a rastreabilidade da transação e minimizando indisposições entre as partes, pleitos e litígios judiciais.

Nessa mesma linha, pode-se conceber ainda os Smartcontracts atuando no recebimento, retirada e controle de estoque de materiais e ferramentas nos canteiros (KANBANS eletrônicos), controle de quantidades e produtividade de efetivos de mão de obra disponibilizados pelos prestadores de serviços, controles tecnológicos, registro e controle de condições ambientais impactando no ritmo e produtividade do avanço físico, etc. Enfim, toda e qualquer transação operacional simples que, atualmente, vem sendo realizada por indivíduos passíveis de interpretações subjetivas, erros e ilícitos, poderiam ser substituídas por operações automáticas, transparentes, públicas, rastreáveis, seguras e confiáveis, realizadas através da Blockchain.

Impactos na Gestão Contratual

A introdução de tecnologias que tornam passíveis de acordos, via Smartcontracts, as cláusulas contratuais tendem a se estender pelas operações de monitoramento e controle da obra, tais como: (a) avanço físico e processamento das medições, multas e penalidades; (b) interferências no cronograma provocadas por mudanças no planejamento previsto, reprogramações, presença de obstáculos, atividades operacionais programadas, acidentes, etc.; (c) cumprimento das obrigações contratuais sob a responsabilidade das partes, tais como a liberação de áreas e acessos, o fornecimento de autorizações e licenças, o controle de resíduos, o fornecimento de projetos de Engenharia, a liberação de frentes de serviço, etc.; (d) condições gerais de execução, tais como, as características geotécnicas das áreas designadas, a disposição de recursos fornecidos pelas partes, as condições ambientais, as exigências de qualidade e de SSMA, o controle de ativos e de efetivos alocados na obra, a elaboração de diário de obras e de data books, entre outros…

O advocacy dessa intermediação tecnológica fica ainda muito mais claro quando se considera o ambiente das obras públicas. Some-se a isso as perspectivas de eficiência na operação das obras, com ganhos na redução de custos e despesas, qualidade e celeridade das entregas, impactando positivamente a geração de empregos, renda e os cuidados ambientais.

Que venha o futuro. Vida longa aos Smartcontracts e à Blockchain!

As inovações tecnológicas introduzidas pelas Construtechs, os Smartcontracts e a Blockchain, prometem mudar abruptamente o cenário e as relações contratuais da construção. O futuro é uma folha em branco a ser desenhada e tudo ainda está no chão. No que tange às obras públicas, o contribuinte aguarda com alento a chegada desse futuro na esperança de poder usufruir efetivamente dos serviços prestados pelas edificações e pela infraestrutura disponibilizada com a sensação de eficiência e lisura no trato dos recursos que lhe pertencem.

Pauta à um candidato

Em tempo de eleições e considerando um país extremamente dividido em suas posições ideológicas, a pauta do combate à corrupção pandêmica que assola o país, desde que embasada no contexto republicano democrático e fundamentada pelos preceitos da legalidade e da justiça, ganha um significado amplo e irrestrito, capaz de pautar uma agenda comum de diálogo a ser compartilhada pela sociedade, candidatos e partidos políticos.)

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

Veja também os posts das últimas semanas…

‘RESKILLING’ DE PROFISSIONAIS DE ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/06/03/reskilling-de-profissionais-de-engenharia-e-construcao/

TECNOLOGIA E EFICIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/05/27/tecnologia-e-eficiencia-na-construcao/

BIM E A NOVA LEI DAS LICITAÇÕES – PROPOSTAS LEGISLATIVAS PARA A CONSTRUÇÃO

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/05/13/obras-paralisadas-uma-questao-de-prioridade-nacional/

BIM EM OBRAS PÚBLICAS

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/05/20/bim-em-obras-publicas/

OBRAS PARALISADAS – UMA QUESTÃO DE PRIORIDADE NACIONAL

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/05/13/obras-paralisadas-uma-questao-de-prioridade-nacional/

GESTÃO CONTRATUAL EM TEMPOS DE SMARTCONTRACTS E BLOCKCHAIN

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/04/01/gestao-contratual-em-tempos-de-smartcontracts-e-blockchain/

SMARTCONTRACTS E BLOCKCHAIN NA CONSTRUÇÃO

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A (R)EVOLUÇÃO DAS CONSTRUTECHS

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/03/11/a-revolucao-das-construtechs/


A AMPLITUDE DA APLICAÇÃO DA BLOCKCHAIN E SMARTCONTRACTS EM CONSTRUÇÃO

junho 10, 2018

Texto preparado para fomentar discussões no evento AACE INOVAÇÃO EM PROJETOS DE CAPITAL – APENAS UMA TENDÊNCIA OU UMA REALIDADE?

07 de junho de 2018 – São Paulo, SP

O que é a Blockchain?

A Blockchain (“o protocolo da confiança”) é uma plataforma tecnológica inovadora de transação descentralizada de dados, concebida para serem processadas as operações realizadas com a criptomoeda Bitcoin na internet, garantindo transparência, imutabilidade, rastreabilidade e segurança a todos os registros realizados.

Apesar da lenda de Satoshi Nakamoto e do mistério que ronda a sua criação, é tamanha a sensação da “cyber segurança” proporcionada pela Blockchain que as pessoas se sentem confortáveis em transacionar e entregar ativos, assim como vender produtos e serviços pela internet, por meio de criptomoedas, mesmo estando à distância e sem contato físico ou conhecimento mútuo entre das partes envolvidas.

Essa confiança na segurança proporcionada pela Blockchain às transações de dados pela internet tem proporcionado a perspectiva da extensão ampla das aplicações da plataforma para além das fronteiras das transações monetárias com o Bitcoin ou outras criptomoedas, incluindo aí, inclusive, a confiança na lisura do processamento de eleições nacionais, tal como, em março deste ano, foi testado nas eleições de Serra Leoa.

O que são os Smartcontracts?

Um apêndice valoroso que acabou se valendo da “cyber segurança” proporcionada pela Blockchain são os Smartcontracts (contratos inteligentes ou contratos digitais). Estes, são programas de computador auto executáveis capazes de automatizar rotinas burocráticas simples e que podem ser processadas dentro da plataforma da Blockchain sem a interferência humana, potencializando assim credibilidade e confiança no cumprimento do objeto e das condições do contrato pelas partes.

Como ilustração imagine que você adquire um aplicativo para o seu smartphone e decide pelo pagamento parcelado. Caso você fique inadimplente, pode acontecer do programa disparar um comando de bloqueio do seu aplicativo, automaticamente, em cumprimento das cláusulas contratuais acordadas, sem a interferência humana.

Ou ainda, imagine que você é pego por excesso de velocidade por um radar inteligente que fotografa o seu carro, transforma a imagem em dados e lê a sua placa, levanta suas informações cadastrais e, imediatamente, envia um documento bancário de multa para sua residência, inserindo ainda a pontuação da penalidade em seu prontuário de motorista e contabilizando a sua dívida nos sistemas da prefeitura. Percebam que em ambos os casos o programa de computador, de forma automática e autônoma, operacionalizou todo o processo de um “pseudo contrato” digital, o primeiro relativo à aquisição de um serviço, o segundo relativo ao cumprimento de uma lei.

Inovações tecnológicas, incrementais ou disruptivas, no ambiente da construção

No segmento da construção, os Smartcontracts operando sob a plataforma Blockchain, encontram infinitas possibilidades de aplicações que servem de solução para problemas atuais de ineficiência e potencializam a lisura das operações.

Obviamente, o fundamento básico dessas possibilidades advém da introdução de inovações tecnológicas, incrementais ou disruptivas, no ambiente da construção que têm possibilitado a automação dos canteiros de obras por meio de: modelagem e compatibilização de projetos através do BIM; fabricação de elementos estruturais fora do canteiro de obras (modularização); estruturas mistas de aço e concreto e a impressão de estruturas em 3D; uso de materiais inovadores tais como o bioconcreto, o concreto translúcido, o concreto que brilha no escuro, a tinta que absorve energia solar, tijolos inteligentes e ecológicos; automação dos canteiros de obras com dispositivos móveis, sensores vestíveis inteligentes, o rastreamento de ferramentas; aplicações da Internet das Coisas (IoT), da realidade virtual e aumentada, de aplicativos e de drones; controle do ritmo produtivo e o monitoramento de procedimentos para a realização eficiente do trabalho; gestão sustentável da água e dos resíduos sólidos, a logística reversa, etc.

A amplitude da aplicação dos SmartContracts e da Blockchain

Como ilustração, pode-se conceber um Smartcontract entre um prestador de serviços e seu contratante, operacionalizado através de sensores inteligentes móveis instalados próximos ao local da obra. Este se encarregaria de enviar sinais da evolução física e do controle tecnológico (qualidade) para o modelador 3D que, automaticamente, e à distância, avaliaria a conclusão e o ritmo da obra, processando a liberação de medições e o pagamento ao prestador de serviços, sem a interferência humana e a necessidade da presença física da fiscalização. O tráfego dos dados seria feito através da Blockchain, garantindo a transparência, a eficiência e a rastreabilidade da transação e minimizando indisposições entre as partes, pleitos e litígios judiciais.

Nessa mesma linha, pode-se conceber ainda os Smartcontracts atuando no recebimento, retirada e controle de estoque de materiais e ferramentas nos canteiros (KANBANS eletrônicos), controle de quantidades e produtividade de efetivos de mão de obra disponibilizados pelos prestadores de serviços, controles tecnológicos, registro e controle de condições ambientais impactando no ritmo e produtividade do avanço físico, etc. Enfim, toda e qualquer transação operacional simples que, atualmente, vem sendo realizada por indivíduos passíveis de interpretações subjetivas, erros e ilícitos, poderiam ser substituídas por operações automáticas, transparentes, públicas, rastreáveis, seguras e confiáveis, realizadas através da Blockchain.

Impactos na Gestão Contratual

A introdução de tecnologias que tornam passíveis de acordos, via Smartcontracts, as cláusulas contratuais tendem a se estender pelas operações de monitoramento e controle da obra, tais como: (a) avanço físico e processamento das medições, multas e penalidades; (b) interferências no cronograma provocadas por mudanças no planejamento previsto, reprogramações, presença de obstáculos, atividades operacionais programadas, acidentes, etc.; (c) cumprimento das obrigações contratuais sob a responsabilidade das partes, tais como a liberação de áreas e acessos, o fornecimento de autorizações e licenças, o controle de resíduos, o fornecimento de projetos de Engenharia, a liberação de frentes de serviço, etc.; (d) condições gerais de execução, tais como, as características geotécnicas das áreas designadas, a disposição de recursos fornecidos pelas partes, as condições ambientais, as exigências de qualidade e de SSMA, o controle de ativos e de efetivos alocados na obra, a elaboração de diário de obras e de data books, entre outros…

O advocacy dessa intermediação tecnológica fica ainda muito mais claro quando se considera o ambiente das obras públicas. Some-se a isso as perspectivas de eficiência na operação das obras, com ganhos na redução de custos e despesas, qualidade e celeridade das entregas, impactando positivamente a geração de empregos, renda e os cuidados ambientais.

Que venha o futuro. Vida longa aos Smartcontracts e à Blockchain!

As inovações tecnológicas introduzidas pelas Construtechs, os Smartcontracts e a Blockchain, prometem mudar abruptamente o cenário e as relações contratuais da construção. O futuro é uma folha em branco a ser desenhada e tudo ainda está no chão. No que tange às obras públicas, o contribuinte aguarda com alento a chegada desse futuro na esperança de poder usufruir efetivamente dos serviços prestados pelas edificações e pela infraestrutura disponibilizada com a sensação de eficiência e lisura no trato dos recursos que lhe pertencem.

Pauta à um candidato

Em tempo de eleições e considerando um país extremamente dividido em suas posições ideológicas, a pauta do combate à corrupção pandêmica que assola o país, desde que embasada no contexto republicano democrático e fundamentada pelos preceitos da legalidade e da justiça, ganha um significado amplo e irrestrito, capaz de pautar uma agenda comum de diálogo a ser compartilhada pela sociedade, candidatos e partidos políticos.)

#Blockchain #Smartcontracts #Construção #Engenharia #Inovação #Construtechs

Por:

Alonso Mazini Soler, Doutor em Engenharia de Produção POLI/USP, Professor da Pós Graduação do Insper e da Plataforma LIT Saint Paul. Sócio da Schédio Engenharia Consultiva – alonso.soler@schedio.com.br

Veja também os posts das últimas semanas…

‘RESKILLING’ DE PROFISSIONAIS DE ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO

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TECNOLOGIA E EFICIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO

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BIM E A NOVA LEI DAS LICITAÇÕES – PROPOSTAS LEGISLATIVAS PARA A CONSTRUÇÃO

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BIM EM OBRAS PÚBLICAS

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OBRAS PARALISADAS – UMA QUESTÃO DE PRIORIDADE NACIONAL

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GESTÃO CONTRATUAL EM TEMPOS DE SMARTCONTRACTS E BLOCKCHAIN

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SMARTCONTRACTS E BLOCKCHAIN NA CONSTRUÇÃO

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/03/25/smartcontracts-e-blockchain-na-construcao/

A (R)EVOLUÇÃO DAS CONSTRUTECHS

https://blogdosoler.wordpress.com/2018/03/11/a-revolucao-das-construtechs/A AMPLITUDE DA APLICAÇÃO DA BLOCKCHAIN E SMARTCONTRACTS EM CONSTRUÇÃO