BICIGRINO EM SANTIAGO: ENCERRAMENTO DO PROJETO – FINISTERRE E MUCHIA

julho 28, 2009
Cabo Finisterre

Cabo Finisterre

Ainda que meu plano fosse apenas chegar em Santiago, durante a viagem conheci diversos peregrinos que pretendiam estender sua jornada até Finisterre e Muchia (diz-se muxía). Ambas as cidades despertam grande interesse místico e estão associadas diretamente ao caminho. Há quem diga que o verdadeiro caminho não acaba na catedral de Santiago, mas sim durante o ritual de queima de roupas em Finisterre. Muito bem! Por essas e outras, adivinhem o que aconteceu? Após todo o ritual da chegada em Santiago, eu resolvi dar uma escapada até Finisterre e Muchia, ainda que esses últimos trechos tenham sido feitos de carro como todo o conforto das carreteras da Galícia e em companhia de minha esposa que estava ali para me receber.

Segundo se divulga, Finisterre é conhecida, desde os primórdios da civilização Celta que habitou a região da Galícia, como o ponto mais a oeste do continente europeu (há quem faça um ajuste na afirmação e diga que trata-se do ponto mais a oeste da península Ibérica, apenas). Alguns rituais místicos sugerem a queima de roupas da peregrinação nas pedras da península de Finisterre como forma de deixar para trás a vida antiga e marcar o início da nova vida. Há ainda místicos que crêem que o verdadeiro caminho de Santiago começa em Finisterre e segue pela contramão das setas amarelas, voltando à França – deve ser difícil!!!!!.

Em Muchia comenta-se sobre a lenda da barca de pedra de onde Maria, Mãe de Jesus, incentivou e reconheceu o trabalho de pregação da ‘Palavra’ que Tiago, sozinho, fazia na região, sem muito sucesso. Dalí nasceu a crença em N.Sa. da Barca que pode ser devotada num convento local.

Da próxima vez, Finisterre e Muchia estarão na minha programação original de peregrinação, a pé ou de byke.

Finisterre

Finisterre