Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #3

dezembro 9, 2010

Definição e estimativa dos ‘meus’ tempos para cada trecho do percurso

Baseado nas distâncias dos trechos por níveis de complexidade, sinto-me apto a estimar os tempos previstos para cada trecho.

Usarei para tanto meu tempo basal (em km/h), oriundo de dados histórico, em ambiente de treino leve, geralmente realizado em superfície plana e em temperatura de final de tarde de São Paulo/SP. Nessas condições meu atual estado de condicionamento físico indica o tempo médio de 9,5 Km/h.

Considerando que as condições de medida desse meu tempo basal foram obtidas em CNTP (lembram-se do CNTP no 2º grau?), e que as condições de complexidade do percurso da Corrida de São Silvestre são específicas (veja Post #2), aplicarei um ‘Fator Deflator’ (FD) sobre esse desempenho basal considerando a complexidade de cada trecho do percurso, do seguinte modo:

–       Trechos de complexidade Baixa: FD = 0% adicional

–       Trechos de complexidade Média: FD = 10% adicional

–       Trechos de complexidade Média/Alta: FD = 20% adicional

–       Trechos de complexidade Alta: FD = 30% adicional

A justificativa desse FD assenta-se sob a premissa de conseguir elaborar estimativas mais adequadas, sob uma ótica justa (sem grandes riscos de atrasos) e que possibilitem prover maior assertividade (tempo estimado vs tempo real) ao resultado final na prova (tempo total de prova).

Afinal, não é assim que são estimadas as durações das atividades dos projetos? Considerando que as estimativas providas acabam tornando-se compromissos assumidos, os especialistas incumbidos de elaborar essas estimativas tendem a deflacionar seus números protegendo-se de eventuais incertezas que possam atrasar os cronogramas sem comprometer compromissos de entrega – esse é um dos princípios básicos da teoria da Corrente Crítica.

Assim, estimo que poderei correr nas seguintes velocidades cada tipo de trecho do percurso:

–       Complexidade Baixa: 9,5 Km/h

–       Complexidade Média: 8,55 Km/h (10% abaixo do tempo basal)

–       Complexidade Média/Alta: 7,6 Km/h (20% abaixo do tempo basal)

–       Complexidade Alta: 6,65 Km/h (30% abaixo do tempo basal)

O que me leva a estimar meus tempos ‘por trecho’ do seguinte modo:

* Esse trecho foi reclassificado como tendo complexidade Média por causa do tráfego na largada e no quilômetro inicial da corrida. Dados históricos da corrida de São Silvestre indicam que, geralmente, não se consegue correr adequadamente nesse trecho.

TABELA 2: Divisão por trechos de complexidade semelhantes

Ou seja, meu compromisso, baseado em dados históricos de desempenho, é completar os 15 Km da prova em até 1,75 horas ou 1 hora e 44 minutos. Comparado ao desempenho obtido dos corredores na prova do ano passado minha colocação seria aproximadamente 9.000 em 20.000 inscritos (Putz! Tanta coisa para ficar entre os primeiros milhares). É óbvio que não pretendo chegar na frente dos Quenianos (ainda), mas meu planejamento pessoal aponta para um desempenho mediano, compatível com meu estado de condicionamento físico atual.

Considerando a visão de projetos, meu cronograma em CPM ficaria do seguinte modo:

Bem, agora resta traduzir esse cronograma original CPM para um cronograma em Corrente Crítica. Leiam no próximo post.

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos


Mudando o seu estilo de vida

abril 14, 2010

Encontrei essa apresentação circulando pela internet atribuída ao Dr. Fernando Lucchese. Sinto que reflte muito bem o meu momento e o que eu tenho vontade de compartilhar. Enjoy!   http://vai.la/JRM


Perguntaram ao Dalai Lama

abril 14, 2010

Perguntaram ao Dalai Lama …

“O que mais te surpreende na humanidade?”

E ele respondeu:

“Os homens … Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.”


MIND THE GAP

abril 13, 2010

Texto recebido por email  (Martha Medeiros – Revista d’O Globo – 04/04/2010)

MIND THE GAP Quem já viajou para outros países, especialmente os de idioma inglês, e andou de metrô, já se deparou com o aviso que há em cada estação subterrânea. Ou está escrito no chão, ou os alto-falantes avisam: “Mind the gap”. Significa “cuidado com o vão”. Não caia. Não dê um passo em falso. Fique atrás da linha amarela. Não avance. Não arrisque cair nos trilhos. Mind the gap. Mind the gap. Estava eu, numa noite de sábado, assistindo em casa ao filme “Notas de um escândalo”, cujo atrativo maior é o duelo de duas grandes atrizes, Cate Blanchett e Judi Dench, quando a personagem da insatisfeita Cate saiu-se com essa frase: “Temos que ter cuidado com o vão. Que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é”.

A distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é. Mind the gap, pois a queda é dolorosa. Mantenha-se com os pés firmes na vida que você tem. Claro que a vida sonhada é determinante para a busca da felicidade, claro que é essa vida “do lado de lá” que nos mantém despertos, claro que o sonho é mais inspirador do que a realidade, porém, cuidado com o vão. É onde a gente se machuca. O túnel de uma estação de metrô costuma ser recheado de cartazes publicitários. Fotos de ilhas caribenhas para vender cartão de crédito, fotos de mulheres sublimes para vender cosméticos, fotos de casais jovens e apaixonados para vender roupas. Um mundo lindo e perfeito, sem tédio, sem dívidas, sem solidão. Ali, do outro lado do vão. E a gente olhando tudo isso, parado, em pé, segurando uma mochila pesada, enquanto espera o trem. Se você está viajando a turismo, se está em outra cidade ou em outro país, de certa forma já está do lado de lá do vão, está vivendo um instante de deslumbramento, em que se encontra longe de casa, longe do trabalho, com algum dinheiro pra gastar, com tempo livre, tirando umas férias da rotina e de você mesmo: não seria essa a descrição perfeita de “a vida que você sonha”?

Férias é sempre um passeio por essa outra vida, a idealizada. Mas pense bem: imagine uma vida eterna de prazeres, sem hora para dormir nem para acordar, com o mundo bem resolvido, o céu sempre azul, um amor tranquilo, champanhe e caviar dia e noite. Uma semana, um mês, 10 anos sem motivos pra chorar, sem um compromisso a cumprir, sem um desafio. Fazendo esta transferência, consigo me ver estampada nas paredes de uma estação, eu e minha vida de comercial de cartão de crédito, olhando aquela outra mulher na plataforma oposta, em pé, esperando o trem para levá-la a uma reunião de trabalho, a um encontro que pode frustrá-la ou surpreendê-la, a um bairro em que pode estar chovendo, a um acontecimento que deixará seu coração palpitando, e penso que talvez eu continuasse angustiada com a imensa distância que há entre a vida que a gente sonha e a vida como ela é.

Estamos sempre de olho na outra margem, na plataforma de lá. E o vão nunca some.


Equibrando Vida e Trabalho

abril 12, 2010

Sou Alonso Soler. Trabalho com Gerenciamento de Projetos. Consigo equilibrar minha vida pessoal e o trabalho.”

Pois então amigos, foi assim que resolvi me apresentar no “twitter”. Definitivamente acho que a idade (não é tanta assim!) e o acúmulo de inúmeras experiências profissionais e de vida, tudo isso junto, batido no liquidificador, me levou a tentar mudar. Sinto-me forte e amadurecido, autoconfiança elevada e muito, muito mais feliz.

Nos últimos três anos perdi 12 KG, passei a fazer esportes regularmente, mudei a alimentação, viajei a passeio mais vezes, estive mais próximo da minha esposa, filhos e dos amigos, virei peregrino do Caminho de Santiago de Compostela, passei a apreciar os bons vinhos, passei a freqüentar e fomentar saraus culturais, etc. Puxa!  A vida está mais legal e o meu projeto de vida aponta para a necessidade de mais 100 anos até que eu possa completar a lista de realizações pretendidas. 

Será que você se interessa por esse tipo de experiência? Será que você também não tem vontade de mudar de vida? Pretendo escrever sobre essas coisas e essa nova forma de levar a vida, tomando a minha própria vido como base. Convido a quem ser interessar me seguir no twitter (www.twitter.com – @alonsosoler).

Um abração

Alonso Soler


Bicigrino em Santiago: Escopo do Projeto

junho 4, 2009

Como disse, preparei-me nos moldes dos projetos que administro. Fui razoavelmente pragmático e cartesiano no planejamento (usei o PMBOK, WBS, GANTT, Curva S, Análise de Riscos, etc). Mas, agora que a jornada acabou (se é que realmente acabou!) revisito o meu plano e vejo o quanto ele foi modificado.

Em primeiro lugar, menciono a questão da definição do escopo do projeto. O que era pretendido ? Chegar à catedral de Santiago de Compostela ou seguir (no meu caso pedalar) o caminho? Na minha opinião, chegar á Santiago, foi só uma conseqüência imediata de peregrinar. Passar pelo caminho, experimentar as sensações, desfrutar do silêncio e da paisagem é que marcou o meu escopo. Se não tivesse chegado à Santiago, teria regressado, apenas isso! Com as lembranças do que vi e vivenciei.

Parece como a vida. Quando um dia escrevi sobre projetos de vida (Revista MundoPM ano 2 – nro 08) tive que admitir que o escopo de um projeto de vida não deveria ser chegar, mas viver! Assim o foi durante o caminho de Santiago. O caminho é como a vida. O importante é seguir caminhando.

Pode parecer meio piegas ou filosófico demais para um público de gente pragmática, assim como eu. Mas que fique registrado que, as vezes, chegar é triste e frustrante (assim como no caminho de Santiago).  

Cruz de Ferro

Cruz de Ferro